quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Tristezas


E quando te sentires assim, lembra-te que isso é só apenas a tristeza a falar. A tristeza gosta de se alimentar a ela própria porque sabe que precisa disso para subsistir. Mas não podes deixar. Tens de acreditar. Se precisares chora. Às vezes, faz bem lavar a alma, deitar cá para fora. Por isso, deixa-te esvaziar. Não tenhas vergonha de chorar. Chora nem que seja no teu quarto, na tua almofada. Mas liberta-te, mesmo que seja entre 4 paredes de porta fechada. Fá-lo enquanto precisares. Mas se ainda assim não for o suficiente, se precisares de mais, se a tristeza insistir em ficar, se não se esvaziar, então manda para mim. Escreve-me. Diz-me tudo. Vomita a dor que trazes. Porque eu, sei bem demais o que sentes. E, às vezes, às vezes não é fácil suportar o peso da alma que teimamos em carregar connosco para trás e para a frente. Sei tão bem o que isso é. Até porque a tristeza gosta de se fazer de nossa amiga, acompanhando-nos para toda o lado, sussurrando-nos ao ouvido. E dói-me saber que te sentes assim. Que a trazes contigo.

Infelizmente, não somos ensinados desde pequenos a lidar com a tristeza. Não nos dizem o que custa, quanto custa (ah se custa!!!), apesar de ser inevitável que todos passemos por isso. Mais cedo ou mais tarde, cada um de nós ouvira o bater na sua porta de uma tristeza que deseja entrar para se instalar e ficar durante muito tempo. E, as pessoas, na maior parte das vezes, não lidam com as coisas da melhor maneira porque não sabem melhor. E é triste. E dói. E magoa. Mas há-de passar. Acaba sempre por passar. Mas até passar… esse é o problema. É o que se perde pelo caminho. É aquilo que não sabemos se mais tarde voltaremos a encontrar. É o até passar. Até porque o até passar parece nunca chegar. Mas passa. Garanto-te que passa. Mas, enquanto não passa, tens me aqui, para a partilhar contigo. Para que o peso seja menor.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Acabadinha de sair da AE de "A Grande Muralha" xD


Sinopse:
China, século XI. Durante os anos da Dinastia Song, quando as leis são ditadas pelo Imperador Renzong (1010-1063), um grupo de mercenários é atacado por uma criatura monstruosa. Apenas os ocidentais William Garin e Pero Tovar sobrevivem à chacina. No dia seguinte, são capturados pela Nameless Order, um grupo de guerreiros de elite liderado pelo general Shao. Pertencentes à corte imperial, estes homens são desde muito jovens treinados para a grande missão das suas vidas: defender a população do ataque dos taotie, aterrorizantes criaturas míticas que acordam a cada 60 anos. A Grande Muralha da China é a única barreira que os mantém fora do alcance das cidades. Quando todos se apercebem das extraordinárias capacidades de combate de Garin e Tovar, decidem aceitar a sua ajuda. Com os bravos da Nameless Order, os dois amigos, outrora movidos por ganância, vão aprender o verdadeiro significado de abnegação, disciplina e coragem. Um filme de acção e aventura com a História da China como pano de fundo. 
Vem assinado pelo multipremiado Zhang Yimou ("Herói", "O Segredo dos Punhais Voadores", "A Maldição da Flor Dourada", "Regresso a Casa") que, com este filme, se estreia na realização em língua inglesa. O elenco inclui Matt Damon, Willem Dafoe, Jing Tian, Pedro Pascal, Andy Lau e Lu Han.

Frase do dia de ontem by João Nuno:

O amor não é uma competição, mas eu estou a ganhar.

How to coop with work?


terça-feira, fevereiro 14, 2017

"Deixem o Pimba em paz" - Montepio Às vezes o Amor


Sinopse:
‘Não é por acaso que numa festa na Quinta do Lago, aos primeiros acordes de uma música do Quim Barreiros, haverá uma debandada de berloques a correr para a pista de dança e a cantar o refrão em alegre e alta voz. O mesmo irá acontecer se, no meio de um churrasco em Massamá, alguém arriscar a mesma música. Os berloques serão porventura menos, mas a alegre e alta voz que canta o refrão terá a mesma força. Há ainda outra coisa que estreita o eixo Quinta do Lago-Massamá: nenhum dos habitantes destas regiões sociais sabe muito mais do que o refrão. E é também uma pena, porque o melhor raramente vem no refrão. Ainda assim há poucos assuntos que liguem tão intimamente pessoas com gostos tão distintos. A mim sempre me fascinou o universo pimba. Por inteiro, com as suas letras, músicas, roupas, coreografias, etc.

Este espectáculo propõe-se a dar outra vida a essas canções, juntando músicos que fizeram arranjos de jazz e pop onde eles eram pouco prováveis. Assim, aparece Manuela Azevedo (vocalista dos Clã), para juntos darmos voz a esses temas. E a nós juntam-se as músicas de Quim Barreiros, Ágata, Marante e Marco Paulo, entre outros.’ Bruno Nogueira

Nós e eles:







Doodle de hoje

Porque toda a gente gosta de receber uma carta de amor.
Quando é que foi a última vez que escreveste uma?
E estás à espera do quê?

Hoje é Dia dos namorados xD

Hoje é Dia de São Valentim ou, como muitos lhe chamam (eu inclusive), dia dos Namorados.

Reza a história que no final da Idade Média, o bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras porque acreditava que os solteiros eram melhores combatentes. Talvez não tivessem tantas distracções, sei lá. Se bem que na minha perspectiva um homem apaixonado será certamente um melhor combatente nem que seja pela sua vontade de voltar a casa para os braços da sua amada. Mas não nos percamos na história… O bispo Valentim continuou a celebrar casamentos apesar da proibição do imperador, e quando foi descoberto, Valentim foi preso e condenado à morte. Durante a sua prisão, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. E diz-se ainda que enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e que, milagrosamente, lhe devolveu a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para a sua amada, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

E parece que foi assim que tudo nasceu. E que se canonizou um bispo que se apaixonou por alguém para lá do seu Deus. E, por isso, neste dia celebramos o amor.

Assim este é um dia em que é suposto fazermos algo de especial para a nossa outra metade. Sim, porque não há nada mais romântico que essa ideia que a outra pessoa é a nossa outra metade, nos pertence, tal como nós a ela, que juntos somos melhores porque somos completos, porque somos um todo. Porque é isso que deve ser o amor. Claro que não é perfeito. E como o podia ser se é feito de nós, pessoas imperfeitas? Mas deve-nos fazer ser melhores ainda que na nossa imperfeição. E, sim, sou uma romântica incurável. Mas isso sou eu.

Até porque há também quem lhe chame o Dia das Mulheres, porque lá está o romantismo não é algo que corra normalmente nas veias humanas, particularmente nas masculinas... E não, não estou a ser sexista. Apenas sei que há realmente diferenças intrínsecas associadas aos géneros. É um facto. Não uma critica. E sei, sei que eles vão dizer que o dia dos namorados não é romântico, porque não é natural, porque sentem a pressão de ter de fazer alguma coisa. Que é mais um data capitalista que só serve para gastar dinheiro. Mas a verdade é que podemos sempre encontrar defeitos em tudo, se quisermos. Podemos sempre deturpar o sentido das coisas e escolher ver aquilo que queremos efectivamente ver. Se calhar, há uma "obrigação" mas uma "obrigação" que existe uma vez por ano, e que se não for essa mesma "obrigação" há muita gente que nem essa mesmo uma vez por ano tem... E posso culpar a falta de romantismo ou até mesmo a vida, porque na maior parte das vezes andamos tão ocupados no nosso dia-a-dia que nos esquecemos dos outros, dos mimar, de cultivar aquilo que temos com eles. E, se calhar, esta "obrigação" não é mais do que uma "ajuda" ao romance, que muitas vezes precisa de um empurrão. E talvez este dia seja apenas uma lembrança de que devemos celebrar os outros, que devemos reservar tempo e paciência para o amor.

Portanto, desculpem se um dia por ano tem de fazer um esforço adicional, se tem de gastar dinheiro, ir jantar fora, pensar numa surpresa, ou fazer outra coisa qualquer… Desculpem se não tenho pena nenhuma.

Love at the Office!!! =D


quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Muito gosta ele de dormir na minha mão!


Sinto-nos.


Sinto-nos velhos por dentro. Cansados e enrugados. Sem paciência para a vida que passa e nos exausta. Sem cuidado com o outro. Aligeirando a culpa dos erros que carregamos, na esperança que o esquecimento vença a memória. Sinto-nos longe nas palavras. Frios e distantes. Caminhando para lados opostos ainda que ao lado um do outro. Deixando que o passado continue a ser presente e o futuro nos fuja por entre os dedos. Porque não conseguimos acertar o passo no caminho que se segue. Sinto-nos pequenos na nossa imensidão. Miguados e tacanhos. Aprisionados nas atitudes ainda que carregando palavras de mudança. Perdidos por entre os outros e nós próprios. Cheios de vontades e medos.

Mas sinto-nos. Existimos. Ainda que não perfeitos, não desistimos. E podemos ser velhos ou novos, longe ou perto, pequenos ou grandes, mas somos. E somos sempre juntos. E isso faz com que sejamos mais. Porque o somos no nosso somatório. Porque escolhemos conscientemente a contenda da azáfama. Erguemo-nos perante as vicissitudes que cada direcção nos traz e ganhamos defesas. Munimo-nos das armas necessárias para nos ganharmos. E é por isso que somos tudo agora que não devíamos ser. É que sabemos que depois seremos tudo o resto.

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Acabadinha de sair da AE de "Jackie"


Sinopse:
A 12 de Setembro de 1953, a jovem Jacqueline Bouvier (1929-1994) casa-se com John Fitzgerald Kennedy, na altura senador. Em Janeiro de 1960, ele anuncia a candidatura à presidência dos EUA pelos democratas e, na eleição geral de 8 de Novembro desse mesmo ano, vence Richard Nixon, o candidato republicano, tornando-se o 35.° Presidente dos Estados Unidos e o segundo mais jovem presidente do país (depois de Theodore Roosevelt). Três anos depois, a 22 de Novembro de 1963, Kennedy visita a cidade de Dallas (Texas) já em campanha para a reeleição. Durante o desfile, com Jackie a seu lado, é atingido mortalmente por uma bala. Apesar de destroçada, ela mantém a presença de espírito necessária para, antes de abandonar definitivamente a Casa Branca e o seu papel como primeira-dama, organizar os detalhes do funeral numa cerimónia que fica na lembrança do povo norte-americano e que merece a admiração pública internacional até aos dias de hoje. Uma semana após os trágicos acontecimentos, a recém-viúva concede uma entrevista a Theodore H. White para a revista "Life", em que conta vários detalhes da sua vida e compara os anos de John Kennedy na Casa Branca à lenda do Rei Artur narrada em "Camelot", o musical favorito do marido.
Com argumento de Noah Oppenheim (responsável pelos argumentos de "Maze Runner - Correr ou Morrer" e "Da Série Divergente: Convergente"), um drama biográfico que marca a estreia em língua inglesa do realizador chileno Pablo Larraín ("Tony Manero", "Post-Mortem", "O Clube", "Neruda"), sobre um dos mais marcantes acontecimentos do século XX. Com Natalie Portman como protagonista, o filme conta também com Peter Sarsgaard, Greta Gerwig, Billy Crudup e John Hurt, numa das suas últimas aparições em cinema antes de morrer, em Janeiro de 2017. Estreado na 73.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, está nomeado para três Óscares: Melhor Actriz, Melhor Banda Sonora e Melhor Guarda-Roupa.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Dias de Inverno!! =D


Acabei de ver a 1ª temporada de

Incorporated

Sinopse: 
Incorporated conta a história de um futuro próximo no qual as corporações tem poder ilimitado. A história é centrada em Ben Larson (Sean Teale), um jovem executivo que se infiltra em uma grande corporação para salvar a mulher que ama. Ele logo descobre que os seus segredos podem ter consequências desastrosas e mortais. 
Dennis Haysbert (24 Horas), Sean Teale (Reign), Julia Ormond (Mad Men), Eddie Ramos (Teen Wolf) e Allison Miller (Terra Nova) estão no elenco. Os atores Ben Affleck e Matt Damon são os criadores e produtores da série.

No Tomorrow

Sinopse:
Evie é uma gerente de compras de um centro de distribuição (ao estilo da Amazon), que tem aversão a correr riscos, e se apaixona pelo charmoso Xavier, um homem de espírito livre que a encoraja a viver a vida na filosofia do carpe diem, já que acredita que a humanidade está a apenas oito meses e doze dias da extinção — uma vez que um asteroide vai atingir o planeta e destruir tudo. É por essa razão que ele fez uma “Apocalista”, que apresenta tudo o que ele quer fazer antes do mundo acabar.
O elenco inclui Tori Anderson (Open Heart), Josh Sasse (Galavant), Sarayu Blue (The Real O’Neals), Amy Pietz (The Nine Lives of Chloe King), Jesse Rath (Defiance) e Jonathan Langdon (Special Correspondents).

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Acabadinha de sair da AE de "Fragmentado"


Sinopse:
Kevin sofre de transtorno dissociativo de identidade. Dentro de si existem 23 identidades distintas. Há muito que é acompanhado pela Dr.ª Fletcher, uma psiquiatra especializada em distúrbios de personalidade que se interessa particularmente pelo seu caso e acredita que essas alteridades podem provocar alterações no próprio corpo. Certo dia, Kevin rapta Claire, Marcia e Casey, que aprisiona numa cave. Naquele cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes e assustadoras facetas do raptor que podem variar entre a inocência de um rapazinho de nove anos, uma mulher altiva e autoritária ou um homem com tendências obsessivo-compulsivas. Depois de várias tentativas de fuga frustradas, as raparigas percebem que só entendendo intimamente cada uma das suas personalidades poderão encontrar uma forma de sair dali com vida. Mas Kevin parece esconder uma 24.ª que espera o momento certo para se revelar…
Com argumento e realização de M. Night Shyamalan ("O Sexto Sentido", "O Protegido", "Sinais", "A Vila"), um "thriller" psicológico interpretado por James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley, Haley Lu Richardson e Jessica Sula, entre outros.

Bem, não tarde muito fecho a loja!


Esta música não me sai da cabeça...


                             
Matias Damasio- Loucos


Camões não inventou palavras..
Pra exprimir esse momento,
Anjos aplaudem nosso amor nossa felicidade nossa alegria..!
Até Deus Sorriu pra nós
Nuvens formaram nossa imagem no céu, no ceééu
Coração explode pela boca
E a nossa voz fica rouca
De tanto gritar Ti amo, de tanto gritar Ti Amo..!
E o nosso amor é lindoo(2x)
E nos faz feliz...


Mas o mundo nos chama loucos,
Porque falamos sozinho na rua nos chama loucos,
Porque contamos estrelas no céu
Porque tatuamos nossa imagem no coração 2x


E cai neve em todas estações
Até no Rádio dedicam-nos canções
O mundo rendeu-se ao nosso sorriso
Somos exemplo do paraíso,
Formamos um par perfeito
Formamos um par perfeito
E a nossa chama se espalha, o sorriso encontra
Como é doce o beijo
Como é doce o beijo
Wo wo ho hou


Mas o mundo nos chama loucos,
Porque falamos sozinho na rua
Nos chama loucos,
Porque contamos estrelas no céu
Porque tatuamos nossa imagem no coração...
ho hooo
Meu amor hu! Yeh
Camon baby, baby baby
Mas o mundo nos chama loucos
O mundo nos chama loucos... yeh!

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Os outros são humanos

Os outros são humanos. E isso é uma merda. Porque nós não queremos pessoas com defeitos. Porque idealizamos sempre a melhor versão delas próprias distorcida pela nossa vontade. Queremos o bom e ainda o melhor. Sonhamos o ideal, o irreal, o simplesmente inalcançável... E desiludimo-nos quando não correspondem ao que esperávamos. Frustram-se-nos as expectativas. Somos o resultado antes de sequer sabermos a equação. Porque não nos importa a conta desde que a solução seja aquela que sempre quisemos. Os outros só lá estão para fazer número, porque per se não apresentam qualquer funcionalidade. Se assim não o fossem, poderiam muito bem eles alterar a resultância, nas suas diferenças intrínsecas. Mas não o podem. Não são dotados de tal. Como se a personalidade que carregam nunca os tivesse dotado de opinião nenhuma. Meras marionetas que servem enquanto os seus quereres coincidirem com os nossos. Até lá, sim, são úteis. Depois já representam qualquer tentativa falhada da realização de um estúpido sonho qualquer. Claro que não antes sem levarem consigo toda a culpa do fracasso. Porque nós (?!), nós somos a epifania do absoluto, a certeza do correcto, o pináculo da criação. Porque nós, nós somos divinos e os outros meros humanos.