sexta-feira, junho 07, 2019

Apostas.

Quando apostamos no amor, estamos a investir-nos noutra pessoa. E quando dá errado é normal que nos fechemos ao próximo. Precisamos de tempo e espaço para voltar a nós próprios. Precisamos de fazer o luto da relação. E, é aqui que, normalmente, dizemos que não queremos mais, que já não acreditamos, que simplesmente já não vai acontecer… porque sentir dói. E dói demasiado. Mais do que queríamos. Mais do que imaginámos. Mais que alguma vez esperámos… E como é óbvio o nosso reflexo é fecharmo-nos porque não nos queremos voltar a magoar. Mas o preço de não amar, de não sentir, de não arriscar novamente, é também o preço de não nos apaixonarmos, de não vivermos, de definharmos dentro de nós mesmos. Mas é humano dizermos que já não queremos mais. É o nosso instinto de sobrevivência a falar. Ainda está em nós muito presente a marca do que aconteceu, do que correu mal, e há toda uma frustração de expectativas e sonhos que precisamos de aprender a aceitar e a lidar. E isso só com o cliché do tempo. Não que o tempo vá apagar seja o que for, porque não vai. Mas vai ajudar-nos a sentir menos, a espaçar a dor, a transformá-la noutra coisa qualquer. E, no entretanto, construímo-nos novamente para que haja lugar para algo novo. E, quando menos esperarmos, já somos nós novamente. Aquilo que tanta mossa nos fez já é apenas uma memória distante e uma lembrança do que não queremos para nós. E estamos prontos, prontos para arriscar novamente.

terça-feira, junho 04, 2019

Um dia destes.


Um dia destes, amo-te. Sem te pedir autorização. Estou cansada dos teus nãos que sabem sempre a um dia destes. Das promessas que não me fazes com medo do que eu te possa significar. Um dia destes, amo-te. Sem que saibas. Não precisas de saber, o amor será só meu. Será egoísta mas também será seguro. Um dia destes, amo-te. Tento-te conquistar. Delinho uma estratégia para que, sem que te dês conta, te tornes meu também. Como eu já sou tua. Um dia destes, amo-te. Mas não será hoje nem amanhã nem muito menos um dias destes... É que esse dia já aconteceu.

quarta-feira, maio 29, 2019

Medo de amar

Estás estragado demais para te permitires amar ou até mesmo acreditar no amor. Escondes-te por detrás dessa máscara de quem é forte demais para deixar alguém entrar. Refugias-te na ideia de que é mais fácil não acreditar do que permitir que te partam o coração uma vez mais. Dizes que o teu coração só se parte uma vez e essa vez já lá foi. Ages como se já não restasse mais nada para partir. Mas a verdade é que tens medo é que ele se parta novamente. Porque ele existe e está lá. E não sabe como ser, como estar, como amar... como recuperar se cair novamente. E, é por isso mesmo que, escolhes não dá-lo de novo. É mais seguro. Como tal, convenceste-te que ela não é certa. Porque a alternativa é uma possibilidade demasiado dolorosa. Porque sabes que ela te faria perder o controlo e que ficarias à sua mercê. E como poderias tu dar-te assim novamente a alguém estando ciente das repercussões? Não és louco. Gabas-te da tua inteligência e racionalismo. Seria impensável agires de outra forma. O amor não é para ti. Essa convenção não existe. Pelo menos, tentas-te convencer disso. Mas um dia verás que é real. Porque, por mais que te assuste, que tenhas medo, ele irá falar mais alto. Estará tão farto de estar comprimido que explodirá em ti. E aí, terás de fazer a escolha.

domingo, maio 26, 2019

quinta-feira, maio 23, 2019

Sei-o

Podia amar-te agora e para sempre. Sei-o bem demais. Sei que te amaria o resto da vida. Sei-o de cor. Seríamos a junção imperfeita daquilo em que não acreditas. Sei-o lá no fundo. Mudar-te-ia a vida, o pensamento e coração, mas serias mais feliz que nunca. Sei-o. Mas tu não.

segunda-feira, maio 20, 2019

Futuros

Nunca fui de imaginar futuros, de ver para além do aqui e do agora. Nunca me aventurei a sentir mais do que desejava. Nunca pensei ser capaz de sentir a possibilidade crónica de um destino. E ainda, mesmo assim, não consigo deixar de o sentir cada vez que estou a teu lado. E não o compreendo. Não me compreendo. Porque não és provável ou muito menos o esperado. Diria mesmo que és o errado. Mas sabes a tão certo... Como se todos os meus caminhos se convergissem em ti, apenas para eu me perder de novo. E, quase que sinto os dias sem fim contigo, na improbabilidade de nos acontecermos. Porque não o vês. Sei que nunca o verás. Não como eu. Não a mim. Estarei sempre sozinha a ver-nos naquilo que nunca permitirás existir. A ver-te feliz sem realmente o seres. A não sentires falta do que nunca chegarás a ter. E eu, serei triste no dom de saber mais do que devia. Mais do que queria. Nesse triste fado do teu desencontro.

segunda-feira, abril 29, 2019

Acabei de ver

4 ª temporada de "Outlander"

1-5 ª temporada de "Younger"

4 ª temporada de "Crazy Ex Girlfriend"

9 ª temporada de "The Walking Dead"

1 ª temporada de "God Friended Me"

2 ª temporada de "The Bold Type"

12 ª temporada de "The Big Bang Theory"

segunda-feira, abril 22, 2019

Gotta love Netflix!!!

1 ª temporada de "Love Death and Robots"

1 ª temporada de "The Umbrella Academy"

1 ª temporada de "Sex Education"

1 ª temporada de "Quicksand"

1 ª temporada de "Russian Doll"

2 ª temporada de "A Casa de Papel"

2 ª temporada de "Atypical"

2 ª temporada de "The OA"

segunda-feira, março 04, 2019

Quando lês o que escrevo

não são palavras aquilo que realmentes lês, mas sim a mim.

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Gostos

Gosto de viajar. Gosto de voar. Gosto de aeroportos. Gosto de observar as pessoas que chegam e as pessoas que as recebem nas chegadas dos aeroportos. Gosto de ir. Gosto de voltar. Não gosto de partir. Gosto de conhecer novas culturas. Gosto de conhecer novas pessoas. Gosto de pessoas que sabem mais do que eu. Não gosto de conversas de chacha. Gosto de conversas profundas. Gosto de conversas sobre tudo e o nada. Gosto de saber como era a vida antigamente. Gosto de aprender. Não gosto de me sentir burra. Gosto de animais. Gosto de pessoas. Sinto que gosto cada vez mais de animais do que pessoas. Gosto de gostar. Gosto de amar. Gosto de estar apaixonada. Não gosto de sofrer de amor. Não gosto de chorar. E tão pouco gosto que me vejam a chorar. Gosto de estar lá para os outros. Gosto que estejam lá para mim. Gosto de ser o ombro amigo. Quando gosto gosto sempre muito, não sei gostar pela metade. Gosto de ser impulsiva. Gosto de tentar. Gosto de arriscar. Não gosto de falhar. Não gosto de desistir. Gosto de refilar. Gosto de ser curiosa. Gosto de uma boa cusquisse. Gosto de ouvir as conversas dos outros. Gosto de imaginar histórias para as pessoas que não conheço. Gosto de fazer perguntas. Não gosto de não obter respostas. Gosto de entrevistas. Não gosto de ser entrevistada. Não gosto de não me saber vender. Gosto de desafios. Gosto de lutar. Não gosto de coisas demasiado difíceis. Não gosto de coisas demasiado fáceis. Gosto de dizer que não. Não gosto de ouvir nãos. Gosto de rir. Gosto de sorrir. Gosto de sorrisos. Gosto de fazer rir. Gosto do meu sentido de humor. Gosto de ser torta. Gosto de não ser igual. Gosto do que é diferente. Gosto do peculiar. Gosto de beijos. Gosto de abraços. Não gosto que me toquem desnecessariamente. Não gosto de pessoas demasiado perto de mim em filas. Não gosto de filas. Não gosto de trânsito. Não gosto de atrasos. Não gosto de me sentir presa pelo tempo. Gosto de relógios. Não gosto de quando é tarde. Gosto da noite. Gosto de céus estrelados. Gosto de pôr-de-sóis. Gosto de romantismos. Não gosto de ser uma romântica. Gosto de surpresas. Gosto de jantares à luz da vela. Gosto de bilhetinhos de amor e clichés. Gosto de passeios na praia. Gosto da praia. Gosto do barulho das ondas. Gosto de ir à água. Não gosto de entrar na água. Gosto de nadar. Não gosto de nadar com ondas. Não gosto de ter medo. Gosto de tomar banho. Gosto de ficar debaixo da água no chuveiro. Gosto de ficar com rugas nos dedos do tempo que me demoro no banho. Não gosto de sair da banheira. Gosto de me deitar despida dentro da cama. Gosto de sentir os lençóis na pele. Não gosto quando a cama está fria. Gosto de dormir acompanhada. Gosto de fazer ronha na cama. Não gosto de ficar doente. Mas gosto de comer canja de galinha quando estou. Não gosto da chuva. Gosto de ver chover lá fora. Gosto de saltar nas poças da chuva. Não gosto de ficar molhada. Gosto do Inverno. Gosto da neve. Não gosto do frio. Gosto do verão. Gosto do calor. Não gosto de demasiado calor. Gosto de andar de vestido. Gosto de me sentir bonita. Não gosto do tempo que perco a arranjar-me. Gosto que me digam que estou bonita. Gosto que olhem para mim. Gosto que me olhem nos olhos. Gosto de olhar nos olhos. Gosto de provocar. Gosto de causar reacção. Gosto de roupa nova. Gosto de ir às compras. Gosto de experimentar roupa. Não gosto de deixar a roupar a arranjar e voltar de mãos vazias para casa. Não gosto de levar os sacos das compras. Gosto de ter as mãos livres. Gosto de tocar. Não gosto de não saber tocar nenhum instrumento. Gosto de música. Gosto de ir a concertos. Não gosto do preço dos bilhetes. Gosto de cantar. Gosto de dançar. Gosto de sair à noite. Gosto de estar em casa. Gosto de preguiçar no sofá. Gosto de preguiçar no sofá. Gosto de ter tempo. Não gosto de não ter nada para fazer. Gosto de estar ocupada. Gosto de ler. Gosto de ter livros. Gosto do cheiro dos livros. Não gosto de ler em meios digitais. Gosto de escrever. Gosto de pensar que há mundos alternativos e que sou mais feliz neles. Gosto de ir ao cinema. Gosto de romances. E de filmes de animação. E de filmes de terror. Gosto de séries. Não gosto de não encontrar os episódios que quero. Gosto de moda. Gosto de tatuagens. Gosto de piercings. Gosto de fotografias. Gosto de arte. Gosto de ir a museus. Gosto de fotografar. Gosto de aparecer em fotografias. Gosto de fotografias antigas. Gosto do antigo. Gosto de história. Não gosto de saber tão pouco de história. Gosto de palavras que não conheço. Gosto de palavras que não tem tradução noutras línguas, como a palavra saudade. Não gosto de despedidas. Não gosto de correr. Não gosto de ginásios. Não gosto de pessoas que são bonitas a fazer exercício físico. Gosto de desporto. Gosto de actividades radicais. Gosto de fazer coisas novas. Gosto de me aventurar. Não gosto de dias iguais. Não gosto de rotina. Gosto de hábitos. Gosto de saber o nome das pessoas. Gosto que saibam quem sou. Gosto que o homem do café saiba o meu nome e o que vou pedir antes de o fazer. Não gosto de cozinhar. Gosto de jantar fora. Não gosto de restaurantes barulhentos. Gosto de me sentar a ter uma boa conversa. Gosto de falar. Gosto de ouvir. Gosto de vozes. Não gosto de gritos. Não gosto de quando grito. Não gosto de quando me chateio. Não gosto de discutir. Gosto de fazer as pazes. Gosto de ter razão. Gosto de coerência. Gosto de ser incoerente. Gosto da pessoa que sou. É bastante simples, na verdade.

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Matemáticas do Coração


Ele era um matemático da vida. Para si todas as variantes e variáveis tinham de estar equacionadas. Por isso não fazia sentimentos. Dizia não acreditar no amor. Tudo o que pudesse fugir do seu auto-controlo era descartado à partida. Preferia subtrair-se à possibilidade de um coração partido do que à soma de uma probabilidade. Por isso, passava pelas pessoas altivo e arrogante, como se fosse dono do mundo e tivesse descoberto a fórmula da sobrevivência, mas enquanto o fazia esquecia-se que não estava a viver. Entretido no dia-a-dia de sempre não via passar por si a acumulação de dias insignificantes por não ter com que os partilhar. E, embora o soubesse lá no fundo, recusava-se a admitir que estava terrivelmente sozinho, porque simplesmente não deixava ninguém entrar. Tinha-se construído de muros e barreiras contra o mundo e contra os outros, e era tão mais fácil ser uma fortaleza sozinho do que acompanhado. Não podia dar a outra pessoa a fraqueza de o poder atingir. Não se dividia. Por isso mantia um certo grau de distância, que o protegia. Tinha criado uma redoma de segurança para que ninguém entrasse, mas também de onde não conseguia sair. E aquilo que acreditava que o estava a salvar, só o castrava na realidade. Porque a praticalidade das suas reacções só apagava qualquer sentimento à nascença. Não havia qualquer espaço para o impulso, para a paixão. Para amar. Racionalizava as acções e isso impedia-o de sentir. De ser. De pertencer. Não via que insistir em alguém era exaustivo e que era esse o motivo pelo o qual ninguém ficava tempo suficiente para lhe mostrar diferente. A mudança teria sempre de vir de dentro e não de fora. E enquanto ele não o deixasse ninguém seria aquilo que ele realmente precisava. Não sabia que enquanto não permitisse a si próprio sentir a vulnerabilidade de um coração que sente, nunca descobriria o que é realmente ser uno ao partilhar-se. Até lá, faria o mesmo de sempre, tentaria enganar-se um pouco mais.. controlando o resultado de todos os seus passos pré-analisados, esperando que continuasse a resultar como até então.

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Mentiras

Uma coisa é certa, odeio mentiras. Sejam elas grandes ou pequenas. Porque não é o tamanho que define a mentira. E não sei (nem quero!) lidar com mentiras. Para mim, em qualquer tipo de relação, tem de haver honestidade e confiança. Sem isso não se constrói nada. Claro que há mentiras piores do que outras, mas a verdade é que todas elas continuam a ser mentiras. E embora possa haver muitas verdades, quantas interpretações próprias, a mentira será sempre a distorção consciente da verdade ou de uma dessas verdades. E eu, prefiro mil vezes uma verdade incomodativa a uma mentira piedosa. Prezo a honestidade acima de tudo, mesmo que não seja a mais conveniente. Prefiro jogar com as cartas que tenho na mesa, saber com o que contar, do que manipular o jogo para que o resultado me seja mais favorável. Escolho basear as minhas atitudes em algo real mesmo que essa realidade seja bem mais imperfeita do que aquilo que gostava ou até mesmo que imaginei.

E não consigo deixar de pensar em porque é em que as pessoas mentem... E aqui podemos chegar a diferentes conclusões... Algumas por falta de carácter, outras por medo do que o outro irá pensar, ou até de se exporem, ou porque é mais fácil, outras ainda por algum convénio social… E certamente por muitas tantas outras razões. Mas porque achamos que temos de mentir?! Para não magoar os outros ou porque a mentira nos é mais conveniente? É que, ao que parece, é mais fácil sermos outra coisa qualquer (que achamos que devemos ser quando mentimos) do que nos próprios. Ainda assim, porque é que se não queremos dizer algo não o dizemos simplesmente ao invés de dizer uma mentira? Podemos sempre optar pelo silêncio ou pela não resposta, se não temos em nós a coragem ou a vontade de sermos directos e honestos. Porque de nada nos vale o medo de sermos julgados. Independentemente do que dizemos seremos-lo sempre. E eu prefiro ser julgada pelo que sou. E mais, sinceramente aquilo que possam pensar sobre mim pouco me interessa porque estou certa de quem sou. Não preciso de uma qualquer validação externa para me sentir bem comigo própria. E o que penso ou o que sinto só a mim me diz respeito.

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

Deixa.


Deixa-nos voltar àquela primeira noite. Deixa ser manhã e fica um pouco mais comigo. Esquece os planos. Deixa-te levar. E depois, leva-me tu. E, no fim, demora-te no abraço, lutando contra a vontade de ficar. E olha-me. Passa-me a mão timidamente no rosto, e dá-me o beijo que os teus olhos me prometem. Arrisca-te em mim. Mesmo não acreditando, mesmo querendo tempo. Mesmo achando que o certo é qualquer outra coisa. Encontra-te em mim. Deixa. Deixa que me encontre em ti. Encontra as palavras que não tens, que normalmente não usas. E dá-mas. Partilha-te comigo. No agora. Sem medos do passado e sem pensamentos do futuro. Deixa-nos ser apenas. E seremos o que formos. Uma promessa de nada e tudo. Se deixares.

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Lugares.


Quando amo o meu lar deixa de ser uma casa, um edifício, quatro paredes, passa a ser uma pessoa, um coração, uma alma. Deixo de pertencer a um sítio para pertencer a alguém. E essa pertença sabe tão bem! Porque me construo na construção que o outro já é. Sou mais, sou plena. Mais completa. Sou uma junção perfeita de duas imperfeições que tentam ser mais do que são. E, quando volto a casa, é à outra pessoa que retorno, esteja ela onde estiver. Porque basta ser, não precisa de existir. Porque não há muros nem barreiras, nem caminhos demasiado longe, apenas dois braços prontos a receber-me como se eu nunca tivesse partido. E é ali o meu refúgio, o meu sítio seguro. O meu lar. A minha pertença. E não há nenhum outro lugar do mundo onde eu preferisse mais estar.

sábado, janeiro 26, 2019

Fica com alguém



Fica com alguém que te ame com o coração inteiro, que não te dê apenas migalhas. Fica com alguém que te queira sempre e a toda a hora, que não tenha vergonha de o assumir ou de o dizer à frente dos amigos. Fica com alguém que te admire, que te inspire a ser melhor pessoa, que quando olhe para ti te veja realmente. Fica com alguém que te apoie, que te encoraje a seguir os teus sonhos, que acredite que és capaz de muito mais. Fica com alguém que te ajude, que não te falhe, que esteja lá sempre que precises e até mesmo quando não precises. Fica com alguém que te estime, que te adore, que te ame, que te encante. Fica com alguém que te complete. Fica com alguém que além de olhar para ti e por ti, te olhe nos olhos. Fica com alguém que não tenha medo das palavras, de partilhar o que pensa e o que sente, de se partilhar contigo. Fica com alguém que adormeça sempre contigo no pensamento e que quando acorde tu sejas primeira coisa em que pensa. Fica com alguém que não te faça ir atrás nem caminhe à tua frente, que ande sempre a teu lado. Fica com alguém que faça tudo para te ver feliz e que não suporte ver-te triste. Fica com alguém que te ligue a meio do dia só para dizer que pensou em ti ou que bateu uma saudade. Fica com alguém que te mande uma mensagem de bom dia quando chega ao trabalho ainda que tenha acordado ao teu lado. Fica com alguém que é a ti que quer contar seja o que for mal acontece. Fica com alguém que não se importe de te ajudar, que se ofereça de boa vontade, de coração, sem fazer um frete ou um favor. Fica com alguém que se preocupe o suficiente para não te deixar andar sem companhia à noite de transportes públicos. Fica com alguém que queira partilhar todos os momentos do dia contigo. Fica com alguém que tanto se partilhe na alegria como na tristeza, que não tenha medo ou vergonha de ser vulnerável à tua frente porque na verdade se torna mais forte contigo. Fica com alguém que, no fim de um dia de trabalho, o seu desejo seja só estar contigo para te dizer como correu o seu dia. Fica com alguém que te proteja, que te faça sentir parte de uma equipa, que sejam vocês contra o mundo. Fica com alguém que não se esconda nem que te esconda, que te assuma perante os amigos e a família. Fica com alguém que sempre te inclua, que nunca te exclua. Fica com alguém que não te minta nem omita, que não faça jogos porque já tem o melhor prémio de todos: tu. Fica com alguém que acredite que tu és a melhor coisa que já lhe aconteceu, que tu és o seu destino. Fica com alguém que te faça sentir a pessoa mais importante do mundo, que não existe ninguém para além de ti. Fica com alguém que te dê certezas em vez de dúvidas, que te faça acreditar mesmo nos momentos difíceis. Fica com alguém que não desista, que insista, que acredite que lutar por ti vale a pena. Fica com alguém que te ame os defeitos e as virtudes, que te ame tal como és e que não te queira mudar. Fica com alguém que te entenda, mesmo quando tu não te entendes porque nem sempre fazes sentido. Fica com alguém que te agarre a mão, que se passeie de mão dada contigo, que não tenha problemas com demonstrações públicas de afecto. Fica com alguém que te faça ser melhor pessoa, que traga ao de cima o que tens de melhor. Fica com alguém que te faça feliz, que te faça rir e sorrir. Fica com alguém que não se importe de te dar o último quadradinho do seu chocolate favorito. Fica com alguém que te ponha a mão em cima do joelho no escurinho do cinema ou quando estão a andar de carro. Fica com alguém que te faça cafuné. Fica com alguém que quando te abrace que te abrace com o corpo todo. Fica com alguém que nunca se esqueça das datas importantes. Fica com alguém que sempre te procure numa sala cheia de pessoas. Fica com alguém que não seja capaz de adormecer chateado contigo. Fica com alguém que seja o teu melhor amigo. Fica com alguém que te surpreenda. Fica com alguém que te prepare jantares à luz das velas e te escreva bilhetinhos românticos de vez em quando. Fica com alguém que te diga e te demonstre que te ama todos os dias. Fica com alguém que te olhe apaixonadamente e que quando te olhe pareça sempre a primeira vez. Fica com alguém que te queira levar a sítios e mostrar-te o mundo. Fica com alguém que sonhe em construir uma família contigo, que queira a casa, os filhos, o cão, o gato, e tudo mais que tu também queres. Fica com alguém que queira construir um futuro contigo. Fica com alguém que escolhe ficar contigo, que apesar de saber que até pode viver sem ti nem sequer ponha essa hipótese. Fica com alguém que dê sentido a todos os clichés de amor. Fica com alguém que te mostre porque é todas as outras pessoas antes não deram certo. Fica com alguém que te ame verdadeiramente.

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Anti-Socialidade


Vivemos vidas emprestadas através do ecrã do telemóvel, onde colorimos o que queremos e metemos um filtro para embelezar. Cobiçamos as vidas alheias e julgamos sem remorsos. Escondemo-nos por detrás de um ecrã que nos confere a atitude de deuses do Olimpo. Mergulhamo-nos de tal fora no virtual que nos esquecemos do que está a nossa volta e negligenciamos a família, os amigos, o mundo e mais importante: nós próprios. Esquecemo-nos de viver a nossa vida porque estamos demasiado ocupados a viver a vida dos outros. Pensamos demasiado na opinião dos demais sem sequer formarmos a nossa primeiro. Aprendemos a andar em rebanho seguindo as tendências e as modas, sem nunca sabermos verdadeiramente o que é ser original. Fazemos um Photoshop à nossa vida para parecermos mais interessantes, para que gostem de nós, para termos mais seguidores. E confundimos seguidores com amigos. Trocamos a amizade pela massagem ao ego. Somos as vítimas auto-infligidas de uma sociedade que de social começa a ter muito pouco. Porque cada vez mais nos sentamos todos juntos num pretexto para café e passamos mais tempo de cabeça baixa dentro de um monitor que a olhar nos olhos das pessoas que estão connosco. Descuidamos a interacção e as ligações interpessoais acorrentados à necessidade da password da internet, com a desculpa de que não podemos estar desligados do mundo, quando esse mesmo mundo está à nossa volta e não dentro de uma qualquer máquina.

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Separações


As separações são dificeis. Implicam uma mudança, uma adaptação, um crescimento forçado, um lidar com o sofrimento de um sonho falhado. Todos nós já tivemos de viver com um coração partido, e sabemos o quanto custa carregá-lo no peito pesado e estilhaçado enquanto andamos em frente a tentar construi-nos. Todos sabemos o quanto doí... mas também sabemos que sobrevivemos, que o tempo ajudou, que eventualmente passou. Mas enquanto não passa é uma merda! 

O problema de nos embriagarmos com a ideia de amor é a puta da ressaca. E sim, chamo-lhe puta e madrasta e todos os outros nomes que houver no dicionário porque é isso que ela é. O desmame do amor é das coisas mais violentas pela qual se pode passar. A desconstrução de tudo aquilo que sentimos é um processo de reinvenção do qual nem todos somos capazes. Muitos perdem-se no que poderia ter sido, na hipotese. Mas não temos como mudar o passado. Não podemos mudar as nossas escolhas depois de sabermos o resultado. Não podemos viver de "e de?". Porque infelizmente não podemos programar a nossa vida para o melhor resultado possível. Seremos sempre escravos das nossas escolhas e das suas consequências. Resta-nos apenas aprender com elas, aprender a aceitar.

E nada de bom pode acontecer enquanto não deixarmos o passado para trás. Para que possa acontecer temos de libertar espaço em nós que é ocupado por aquilo que já não interessa. Parte de nós a decisão de abandonar tudo aquilo que já não nos faz bem. A decisão de ir ou de ficar, parte sempre de nós e nunca dos outros porque as amarras dentro de nós mesmos precisam de ser quebradas por de dentro. É é difícil. É difícil ficar com o vazio. O eco do falhanço em nós, mesmo que depois venha a ser preenchido por algo melhor. Porque enquanto não o é, dói. Há toda a fragilidade de um ego magoada, a carência de uma alma... Mas faz parte do crescimento essa melindrança. É que o que não nos mata torna-nos mais fortes. Ainda que não o sintamos ou vejamos.

terça-feira, janeiro 15, 2019

Toda ela era feita de sonhos e imaginação.

Imaginei-te. Fiz-te meu. Mudei-me. Por ti. Para ti. Acreditei que seriamos nós, que ja um éramos. Não sei se inocente ou idiotamente. Mas acreditei. Cri no inicio, na esperança de um começo. Mas tropecei em mim própria no primeiro passo. Achei que bastaria saltar, que estarias lá para me agarrar. Mas não estavas porque nunca exististe realmente, sem ser dentro de mim. Porque te imaginei. E imaginei-te perfeito mesmo dentro das tuas imperfeições. Porque te fiz real. Quis acreditar na história que me vendias, no principe encantado e no final feliz. Deixei que o romantismo em mim falasse e me toldasse os sentidos. Fiz-te mais do que eras. Mais do que serias. Mais do que alguma vez merecias. Mas no fim não eras tu quem existias, era apenas eu. Um reflexo de mim numa pessoa que não conhecia.

domingo, janeiro 13, 2019

Pedidos.


Faz-me respirar todo o teu ar e salva-me do destino que se aproxima. Deixa-me expirar-te enquanto me inspiras. Desperta-me os sentidos antes que este sono me acumule nas trevas. Liberta-me desta dormência e faz-me viver. Desliga-me desta miopia emocional que me acorrenta. Faz-me de ti dando-te a mim. Constroi-me na imensidão daquilo que me podes dar. E deixa-me ser só para começar a existir.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Globos de Ouro 2019 - Os casais mais bonitos da Passadeira Vermelha

 Emily Blunt and John Krasinski

Gina Rodriguez and Joe Locicero

Jason Ralph and Rachel Brosnahan

Justin Hartley and Chrishell Stause

Yvonne Strahovski and Tim Loden

Jim Carey and Ginger Gonzaga

Kieran Culkin and Jazz Charton

Dax Shepherd and Kristen Bell

Irina Shayk and Bradley Cooper

Leslie Bibb and Sam Rockwell

Susan Geston and Jeff Bridges

Globos de Ouro 2019 - Os vestidos "estavas quase lá mas faltou-te qualquer coisa"

LILI REINHART In Khyeli Couture and Swarovski Jewelry

LINDA CARDELLINI In Monique Lhuillier

ALISON BRIE In Vera Wang

KERI RUSSELL In Monique Lhuillier

GLENN CLOSE In Armani Privé

JULIANNE MOORE In Givenchy

LADY GAGA In Valentino

LUPITA NYONG'O In Calvin Klein

AMBER HEARD In Monique Lhuillier

MARIN HINKLE In Lanvin

AMY ADAMS In Calvin Klein

EMMY ROSSUM In Monique Lhuillier