quarta-feira, maio 29, 2019

Medo de amar

Estás estragado demais para te permitires amar ou até mesmo acreditar no amor. Escondes-te por detrás dessa máscara de quem é forte demais para deixar alguém entrar. Refugias-te na ideia de que é mais fácil não acreditar do que permitir que te partam o coração uma vez mais. Dizes que o teu coração só se parte uma vez e essa vez já lá foi. Ages como se já não restasse mais nada para partir. Mas a verdade é que tens medo é que ele se parta novamente. Porque ele existe e está lá. E não sabe como ser, como estar, como amar... como recuperar se cair novamente. E, é por isso mesmo que, escolhes não dá-lo de novo. É mais seguro. Como tal, convenceste-te que ela não é certa. Porque a alternativa é uma possibilidade demasiado dolorosa. Porque sabes que ela te faria perder o controlo e que ficarias à sua mercê. E como poderias tu dar-te assim novamente a alguém estando ciente das repercussões? Não és louco. Gabas-te da tua inteligência e racionalismo. Seria impensável agires de outra forma. O amor não é para ti. Essa convenção não existe. Pelo menos, tentas-te convencer disso. Mas um dia verás que é real. Porque, por mais que te assuste, que tenhas medo, ele irá falar mais alto. Estará tão farto de estar comprimido que explodirá em ti. E aí, terás de fazer a escolha.

domingo, maio 26, 2019

quinta-feira, maio 23, 2019

Sei-o

Podia amar-te agora e para sempre. Sei-o bem demais. Sei que te amaria o resto da vida. Sei-o de cor. Seríamos a junção imperfeita daquilo em que não acreditas. Sei-o lá no fundo. Mudar-te-ia a vida, o pensamento e coração, mas serias mais feliz que nunca. Sei-o. Mas tu não.

segunda-feira, maio 20, 2019

Futuros

Nunca fui de imaginar futuros, de ver para além do aqui e do agora. Nunca me aventurei a sentir mais do que desejava. Nunca pensei ser capaz de sentir a possibilidade crónica de um destino. E ainda, mesmo assim, não consigo deixar de o sentir cada vez que estou a teu lado. E não o compreendo. Não me compreendo. Porque não és provável ou muito menos o esperado. Diria mesmo que és o errado. Mas sabes a tão certo... Como se todos os meus caminhos se convergissem em ti, apenas para eu me perder de novo. E, quase que sinto os dias sem fim contigo, na improbabilidade de nos acontecermos. Porque não o vês. Sei que nunca o verás. Não como eu. Não a mim. Estarei sempre sozinha a ver-nos naquilo que nunca permitirás existir. A ver-te feliz sem realmente o seres. A não sentires falta do que nunca chegarás a ter. E eu, serei triste no dom de saber mais do que devia. Mais do que queria. Nesse triste fado do teu desencontro.