segunda-feira, julho 13, 2009
sexta-feira, julho 10, 2009
Filmes, Malhas e Outras Tralhas

Uma banda sonora para o cinema português
“O tempo voa....Será que andam todos demasiado ocupados para me ver? Talvez demasiado barulhentos para me ouvir...Sinto-me esquecido e de coração partido. E se me desmontar e me juntar à música? Vou colar cada pedaço e contar a minha História”.
OS FILMES
O cinema português tem voz própria e uma história para contar, a sua vida é longa e cheia de momentos que contribuiram para a construção da nossa memória colectiva. Já esteve ao serviço da propaganda do estado, já foi marginal e vanguardista, independente e comercial. Muitas vezes mal amado, é, no entanto, um espelho fiel daquilo que fomos e que somos. Pela importância que tem na nossa identidade cultural, reclama um olhar mais atento e justifica uma actualização que permita quebrar a barreira do preconceito, aproximando-o do público mais jovem.
AS MALHAS
A banda sonora, componente fundamental da arte de fazer filmes, é muitas vezes constituída por música original composta especialmente para o efeito. Do registo mais popular ao mais erudito, a música constituíu-se, ao longo dos tempos, como uma imagem de marca do nosso cinema; da Menina da Rádio aos Verdes Anos, de Kilas o Mau da Fita à Carta, são muitos os filmes e muitas as canções que contribuiram para construção de um repertório único e original.
OUTRAS TRALHAS
O cinema português é a matéria prima para a criação de um espectáculo inédito.Na tela projecta-se uma longa metragem composta a partir de excertos/sequências de vários filmes portugueses. A história do cinema é contada numa nova estória, sem ordem cronológica, onde o fio narrativo assenta, em primeira instância, numa selecção de carácter musical e, num segundo momento, na liberdade criativa dada ao realizador convidado para efectuar esta “colagem”.No palco, uma voz e um piano vão construindo a banda sonora. Também aqui a liberdade criativa é total e o objectivo é a (re)criação de um corpus artístico novo, personalizado e coerente.Os artistas, músicos e realizador, criam um novo objecto artístico que se aproxima do formato de um musical e a que podemos chamar latamente cine concerto.
quinta-feira, julho 09, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
Este ano, se calhar, não vou ter férias... Mas, sinceramente, também não me importo assim muito porque isso significa que, finalmente, vou começar a fazer algo que gosto... A minha vida vai ganhar um novo sentido. Como é óbvio, fico triste mas, pelo menos, ficarei, a longo prazo, realizada. E, para quem não está a perceber, a minha entrevista de segunda correu muito bem. Agora só falta acertar tudo para começar no meu novo emprego =)Doomsday - Juízo final

Um vírus mortal, conhecido como "Reaper Virus", acordou e matou milhares de pessoas assim que começou. Em desespero, o governo Britânico evacua o máximo de sobreviventes possível da zona infectada e mais tarde constrói muros à volta de forma a prevenir que os restantes escapem. Trinta anos mais tarde, ainda com os muros de pé e as vítimas ainda na memória, o vírus está de volta. O governo decide enviar uma força especial de elite, dirigida pelo Major Eden Sinclair, para a zona de calamidade para investigar uma possível cura.
(In)confidência: Com o patrocinio do Cinestação.
Etiquetas:
Ante-estreias,
Cinema,
Prémios
163º Postal
segunda-feira, julho 06, 2009
Transiberiano

Roy (Woody Harrelson) e Jessie (Emily Mortimer) são o casal americano perfeito que viaja de Pequim para Moscovo no lendário expresso Transiberiano. Durante a longa viagem eles ficam amigos de outro casal de turistas, Carlos (Eduardo Noriega) e Abby (Kate Mara), os quais não são exactamente quem aparentam ser. Inadvertidamente , Roy e Jessie são apanhados numa rede de tráfico de drogas e no centro de um assassinato, o que os torna - aos dois casais - no alvo da investigação do detective ex-KGB Grinko (Ben Kingsley). Culpados ou inocentes, não se pode fugir das suas próprias mentiras..
(In)confidência: Com o patrocinio da Cinestação.
Etiquetas:
Ante-estreias,
Cinema,
Prémios
domingo, julho 05, 2009
quarta-feira, julho 01, 2009
A proposta

Quando a poderosa editora Margaret (SANDRA BULLOCK) se vê na iminência se ser deportada para o Canadá, o seu país de origem, a hábil executiva decide… e declara que está noiva do seu insuspeito e explorado assistente Andrew (RYAN REYNOLDS), que ela já há anos vem atormentando. Ele, ‘forçado’, concorda participar na farsa mas impõe algumas condições. O improvável casal dirige-se para o Alaska para conhecer a excêntrica família de Andrew (MARY STEENBURGEN, CRAIG T. NELSON, BETTY WHITE) e a dominadora rapariga da cidade, depara-se com sucessivas situações hilariantes em que se sente como um “peixe fora de água”. Com um casamento de fachada em curso e um funcionário do controlo de imigração no seu encalço, Margaret e Andrew prometem relutantemente cingir-se ao plano apesar das desastrosas consequências.
(In)confidência: Gostei do filme, só foi pena que a minha noite não acabasse bem. É que me esqueci de um saquinho dentro da sala de cinema, e quando voltei para trás para o ir buscar já não estava lá... alguém o levou. Fiquei tão triste... É que o ques estava lá era realmente importante para mim.
Com o patrocinio do Sapo.
Com o patrocinio do Sapo.
Etiquetas:
Ante-estreias,
Cinema,
Prémios
A Última Casa à Esquerda

Hoje deixo-vos uma crítica a um remake de 1972 realizado na altura por Wes Craven (para alguns o mestre e senhor do terror). Este remake realizado por Dennis Iliadis apresenta-se muito completo a nível de história e interpretações e consegue mesmo prender os espectadores do princípio ao fim.
Sinopse: Duas adolescentes são raptadas e torturadas por um grupo de psicopatas. Mais tarde o grupo liderado por um fugitivo à polícia (Krug), refugia-se numa casa ali perto, mas o que eles não sabem é que essa mesma casa é dos pais de uma das adolescentes que torturaram, e quando os pais descobrem o que este grupo fez à filha, resolvem fazer justiça pelas próprias mãos.
Critica: Actualmente os filmes de terror norte-americanos têm vivido quase exclusivamente de remakes de filmes dos anos 70 e 80 e ”Last House on the Left” não é excepção. É um remake de 1972 realizado por Wes Craven que vê agora um remake muito bem feito por Dennis Iliadis.
Não vi o filme original, logo não posso fazer comparações, mas nem por isso vou deixar de fazer uma avaliação completa e como já disse várias vezes aqui no blog, não sou contra remakes, desde que sejam bem-feitos.
Quero adiantar desde já que o ponto forte do filme é sem dúvida a sensação de ameaça que vai crescendo ao longo da trama, e o jogo do rato e gato entre o grupo de psicopatas e a os pais da adolescente que foi brutalmente espancada e violada. A certo momento, temos mesmo a sensação que os ”psicopatas” passaram de predadores a presa e isso provoca um gostinho de justiça e de satisfação ao espectador (pelo menos a mim provocou).
Sinopse: Duas adolescentes são raptadas e torturadas por um grupo de psicopatas. Mais tarde o grupo liderado por um fugitivo à polícia (Krug), refugia-se numa casa ali perto, mas o que eles não sabem é que essa mesma casa é dos pais de uma das adolescentes que torturaram, e quando os pais descobrem o que este grupo fez à filha, resolvem fazer justiça pelas próprias mãos.
Critica: Actualmente os filmes de terror norte-americanos têm vivido quase exclusivamente de remakes de filmes dos anos 70 e 80 e ”Last House on the Left” não é excepção. É um remake de 1972 realizado por Wes Craven que vê agora um remake muito bem feito por Dennis Iliadis.
Não vi o filme original, logo não posso fazer comparações, mas nem por isso vou deixar de fazer uma avaliação completa e como já disse várias vezes aqui no blog, não sou contra remakes, desde que sejam bem-feitos.
Quero adiantar desde já que o ponto forte do filme é sem dúvida a sensação de ameaça que vai crescendo ao longo da trama, e o jogo do rato e gato entre o grupo de psicopatas e a os pais da adolescente que foi brutalmente espancada e violada. A certo momento, temos mesmo a sensação que os ”psicopatas” passaram de predadores a presa e isso provoca um gostinho de justiça e de satisfação ao espectador (pelo menos a mim provocou).
Last House on the Left afasta-se um pouco das tendências/clichés e repetições que a maioria dos filmes de terror apresenta actualmente…e embora não seja muito criativo, tem uma história que envolve completamente o espectador. Só tenho pena não terem dado no inicio do filme, mais alguns minutos à relação que Mari (Uma das adolescentes espancada) tinha com os pais, pois os minutos que deram foram muito poucos para o espectador criar uma relação de compaixão com a família da jovem.
As interpretações no geral são muito boas, apresentando um dramatismo muito credível…Nenhum dos actores ganha um destaque em especial, o que neste género de filme de certa maneira até é bom. A banda sonora também acompanha o filme de uma maneira correcta e a certos momento juntamente com as imagens consegue provocar um sentimento de ”mau estar” no telespectador.
É um filme suficientemente bom para cativar a maioria das pessoas, principalmente porque mantém a mesma qualidade do principio ao fim, entretendo bem o telespectador. Eu pessoalmente gostei bastante, pois é um tipo de filme que gosto e como disse, está muito bem feito.
As interpretações no geral são muito boas, apresentando um dramatismo muito credível…Nenhum dos actores ganha um destaque em especial, o que neste género de filme de certa maneira até é bom. A banda sonora também acompanha o filme de uma maneira correcta e a certos momento juntamente com as imagens consegue provocar um sentimento de ”mau estar” no telespectador.
É um filme suficientemente bom para cativar a maioria das pessoas, principalmente porque mantém a mesma qualidade do principio ao fim, entretendo bem o telespectador. Eu pessoalmente gostei bastante, pois é um tipo de filme que gosto e como disse, está muito bem feito.
(In)confidência: No fim, por incrivel que pareça, ele arranja o microondas!! =)
Com o patrocinio da Yorn.
Com o patrocinio da Yorn.
Etiquetas:
Ante-estreias,
Cinema,
Prémios
segunda-feira, junho 29, 2009
Concerto de Katy Perry

"Hello Katy" chegou a Lisboa e arrasou. O nome da digressão (que pouco terá de ingénuo) conseguiu atrair ao Campo Pequeno um verdadeiro batalhão de adolescentes, pré-adolescentes e até algumas crianças, devidamente acompanhadas pelos pais e "hot mamas" que, com certeza, se terão divertido tão ou mais que os filhos.
Hora e meia antes do início do espectáculo já as filas para a entrada estavam repletas de raparigas (o público feminino em maioria óbvia) bem apetrechadas de mochilas e roupa colorida. O entusiasmo era evidente.
Quando o português Gomo subiu ao palco a gritaria era ensurdecedora e o alinhamento puramente pop foi a abertura perfeita para o concerto da norte-americana, com "Feeling Alive" e os temas do novíssimo Nosy a brilharem. O artista foi o anfitrião ideal, dando algumas informações de bastidores sobre Katy Perry, às quais o público reagiu esfusiantemente.
Pouco após a hora marcada - e depois de o palco estar devidamente preparado com um gato gigante, três flamingos, uma cerca branca, uma caixa de correio e dois morangos insufláveis - a protagonista da noite entrou em cena descalça e com trajes diminutos - a condizerem com uma jovialidade saudável.
"Fingerprints" marcou a entrada da cantora e logo deu para perceber que o cenário pop da música de One of the Boys se transforma numa festa semi-rock em palco. A banda totalmente masculina, vestida de branco e rosa, foi um apoio competente. Perry, que percorreu incansavelmente o palco de um lado ao outro, não precisa de grandes artifícios (a Britney Spears não faria grande mal ter umas aulinhas com esta senhora) e rapidamente conquistou um público bem preparado para a receber.
Para surpresa de alguns presentes, ela tocou guitarra - de verdade, o que nos traz novamente Spears à memória, mais o seu piano que tocou sozinho no concerto do Rock in Rio há uns anos - e chegou mesmo a arriscar-se completamente sozinha em "Thinking of You", um dos singles de One of the Boys .
Depois de confessar que nunca tinha tocado para tanta gente - mentira ou não, os mais pequenos terão delirado com a ideia - e de perguntar se o público tinha ido em peso por saber que era metade portuguesa, Perry resolveu chamar até si um elemento do público que lhe acenava um cartaz a dizer "Leva-me para o palco". Diogo, o jovem, foi intimado a saltar "como se fosses morrer se parasses" durante o ponto mais alto da noite: "Hot N' Cold" conseguiu suplantar até "I Kissed a Girl", o momento por que muitos esperariam e que só apareceu, sabiamente, no final. No fim de "Hot N' Cold", alvo de coro gigantesco, Diogo saiu triunfante de palco, com duas beijocas da menina e uma guitarra meio partida (Katy resolveu parti-la e saltar em cima dela, qual estrela de rock endiabrada).
Antes de atacar "Mannequin", Perry pergunta ao público feminino se os homens portugueses beijam bem, queixando-se que os americanos não. A resposta, positiva, leva-a a dizer que devia devolver todos os seus namorados "de volta à fábrica". O que se seguiu foi uma encenação que maravilhou a audiência - em palco, um carteiro deu o mote a "Please Mr. Postman", clássico dos anos 60 que conquistou os Beatles e os Carpenters. Não havia carta do namorado para Miss Perry, apenas uma... Banana.
Com apenas um álbum em carteira, Perry não teve problemas em recorrer a versões divertidas. Depois de "Please Mr. Postman", a artista avançou apenas uns anos para cantar "Build Me Up Buttercup", dos Foundations.
De volta a One of the Boys , Katy avança com "Ur So Gay", canção dedicada a um namorado que usa mais maquilhagem que ela própria, e a resposta é massiva, apesar de o tema resultar mais fraco na versão live. No final, dirige-se a um dos seguranças do fosso frente ao palco para perguntar algo como "how do you say penis in portuguese?"... O homem, algo surpreso, lá lhe responde, entre sorrisos.
"Waking Up in Vegas", o mais recente single, voltou a recolher um coro bem afinado por parte do público, previamente convidado pela cantora a ir à Califórnia e a ficar em sua casa... Promessa complementada com uma viagem a Las Vegas para momentos de pura diversão. Chegou então o momento dedicado às "hot mamas" da plateia: "São fãs dos anos 80?" pergunta, antes de servir a sua versão de "Your Love" dos Outfield (incluída no EP Ur So Gay ). O resultado: ver o público das bancadas em pé novamente, depois de o mesmo ter acontecido em "Hot N' Cold".
Com o espectáculo a terminar, a cantora pergunta ao público se este se tinha divertido. Com a resposta a satisfazê-la, pega num dos morangos insufláveis e depois de dar início à última canção do alinhamento principal do concerto - "If You Can Afford Me" - arremessa-o para o meio da plateia, fazendo o mesmo com o outro (desaparecem os dois num ápice, como que engolidos pela multidão ávida de recordações). Depois de agradecer, Katy Perry sai de palco a correr.
O encore é precedido pela entrada em palco de um gato mecânico gigante, de olhos brilhantes azuis, a miar desalmadamente. Antes ainda de colocar um ponto final nas ânsias de muitos dos presentes e apresentar finalmente "I Kissed a Girl", Katy regressa ao palco vestida de gata e arranca uma surpreendente versão de "Don't Stop Me Now", dos britânicos Queen.
Apesar de algo desapontante ao vivo, "I Kissed a Girl" tem direito a vários pontos positivos. A encenação leva a cantora finalmente ao fosso, perguntando a uma menina, que pela voz não teria mais de 15 anos, qual o seu nome e se se tinha lembrado de levar o "cherry chapstick" (parte da letra da canção). Mariana, também conhecida como Cookie, diz não saber onde o guardou, o que não desarma Katy Perry, que pega num batom insuflável gigante e o aproxima do público. "Agora é a altura perfeita para porem o batom de cereja" faz rebentar finalmente "I Kissed a Girl", o hino lésbico das meninas heterossexuais mal comportadas. No final, sentada nos ombros de dois seguranças, Perry atira-se de mergulho para meio do público, arrancando um ou mais beijos a alguma sortuda. De volta ao palco, coloca um ponto final no concerto, saindo triunfante com uma bandeira brasileira às costas.
(In)confidência: Com o patrocinio da Crocas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







