Aqui a minha mente percorre os seus caminhos tortuosos e materializa o mundo em que vive. Aqui nasço e vivo dentro de mim própria. Aqui sou eu e apenas eu, sem qualquer artificio ou algo no género que te faça gostar mais de mim. Aqui me tens, assim, tua.
Hoje escrevi-te como quem escreve o tempo. Fiz-te presente. Ensinei-te o verbo e fiz de ti o mundo que tinhas em nós. Falei-te de amor. Dei-te dias e meses, e quem sabe talvez anos. Fiz-te uma promessa de vida toda. Embrulhei-me nas linhas e ofereci-me por inteiro nas palavras que tinha. Escrevi-te como quem escreve a história. Criei-te o inicio na junção perfeita de dois corações e deixei em aberto o final porque queria ser surpreendida pelo futuro.
Todos nós só apanhados pelas lembranças por mais que ergamos muros e muralhas. Aquilo que tentamos tanto esquecer acaba sempre por vencer e nos dominar, voltando-nos. E derruba-nos. E, de todas as vezes, é um pouco mais difícil de nos levantarmos. Por isso, corremos e corremos, e corremos e fugimos. Escondemo-nos de nós próprios, como se tal fosse possível. E bebemos, fumamos, fazemos o que for necessário para adormecer a dor... até que ela se silencie em nós. Mas não dura. Nunca dura. Porque ela não vai. Ela não foge. Ela não desaparece. E lá somos nós apanhados por ela enquanto corremos e corremos, e corremos e fugimos.
Tenho medo de ser uma daquelas mulheres que ama até à exaustão, até nada dela restar. Daquelas que da tudo sem receber quase nada de volta, alimentando-se dos sonhos e esperanças que nunca se concretizam. Tenho medo de desaparecer em mim própria por minha mera culpa. Porque não fui capaz de ver a tempo que não chegava, que não era suficiente, que não era feliz. Tenho medo de nunca concretizar o potencial que sempre tive, o destino que achei ser sempre o meu. De perder-me algures pelo caminho, sem conseguir voltar a mim.
Ajatashatru Lavash Patel é um jovem cheio de vida que cresceu num pequeno bairro pobre de Bombaim (Índia). Quando a mãe morre subitamente, decide pegar nas suas cinzas e viajar até Paris, a cidade do amor, onde pretende encontrar o pai que nunca chegou a conhecer. Assim que chega a França, é enganado por um taxista que o deixa numa loja IKEA. Ali conhece Marie, uma rapariga encantadora por quem se apaixona de imediato e com quem marca um encontro para o dia seguinte junto à Torre Eiffel. Sem dinheiro, Aja resolve passar a noite na loja, escondido dentro de um roupeiro, não imaginando que seria acidentalmente levado para Londres, juntamente com o móvel. Contudo, determinado a sair desta enrascada, tudo fará para voltar a Paris e reencontrar Marie. De caminho, se a sorte estiver do seu lado, talvez ainda encontre o progenitor…
Uma comédia romântica com muita aventura à mistura que conta com a realização de Ken Scott (“Pai Por Acaso”, “Negócios de Ocasião”). O argumento tem por base o “best-seller” homónimo da autoria de Romain Puértolas, que também é responsável pelo argumento, em parceria com Luc Bossi. Com o actor, produtor, argumentista, realizador e cantor indiano Dhanush como protagonista, o elenco completa-se com Erin Moriarty, Bérénice Bejo e Gérard Jugnot.
Depois da morte da matriarca da família Graham, Annie, a sua única filha, tenta a todo o custo fazer as pazes com o passado. Com uma relação muito conflituosa com a mãe, Annie teve uma infância difícil e sabe que subsistem muitos traumas por superar. Porém, mesmo após o seu falecimento, a presença da velha senhora continua a pairar por todo o lado, manifestando-se especialmente em Charlie, a neta adolescente com quem sempre tivera um elo especial. Com o agravar da situação, um terror crescente toma conta de toda a família, com cada um a aperceber-se do terrível legado que herdou e para o qual parece não existir escapatória…
Estreado no Festival de Cinema de Sundance (EUA), um filme de terror sobrenatural que marca a estreia na realização do argumentista Ari Aster. O elenco conta com Toni Collette, Alex Wolff, Milly Shapiro, Ann Dowd e Gabriel Byrne, entre outros.
(In)confidência:
E só posso dizer uma coisa como amante de filmes de terror... que desilusão!! O filme é realmente muito mau. "Vendido" como o próximo Blair Witch, o trailer do filme não tem nada a ver com o filme em si, nem em termos de história nem em termos de velocidade de acção. Sinceramente, um dos piores filmes de terror que já vi. Uma perda de tempo.
Hoje és de outra. Não meu. Na tua mão não é a minha que pousa. No teu coração não sou eu que pertenço. Sei que não voltarás a ser meu e sinto-te a saudade a cada dia que não estás. Sei que é loucura, insanidade até. Já te deveria ter esquecido. Já não deverias fazer parte de mim. Mas, se calhar, é isto que é amor. Se calhar, é isto que significa verdadeiramente amar alguém. Se calhar, é isto que os poetas e escritores e leigos querem dizer quando afirmam que o amor nunca morre. Porque mesmo longe, depois de tanto tempo, continuas em mim. Apesar de já não seres meu. Apesar de não querer. De não te querer. Mas estás lá. Como se fosses parte intrinseca de mim. Mas, depois, não és meu. Não me pertences, ainda que repouses em mim. E esta falsa ilusão, ainda que não se confunda com realidade, vai existindo assim, em mim, incomodando-me os sentidos. Fazendo-me sentir-te a falta.
E quando são os ossos que dobram na saudade de te voltar a ver, acumulando cicatrizes de um coração impaciente que ama o inatingível? E quando é a dor invisível, a que sentimos, ao desejarmos aquilo que sabemos que nunca teremos? Aí sabemos. Aí viemos. Chegámos até aqui. Até ao fim de nós.
Hoje fecho-te a porta. E não a fecho só por agora, nem tão pouco a fecho para te abrir uma janela. Fecho-te a porta consciente e definitivamente, com a certeza de que nunca a devia ter aberto sequer. Porque aprendi que há pessoas que não merecem entrar, que não basta chegar falar e parecer, há que permanecer, ser e merecer. Por isso, fecho-te a porta. Cimento-te a passagem. Destruo-te o caminho até mim, embora saiba que a hipótese de aqui chegares nunca foi uma promessa mas apenas um plano B. E eu, recuso-me a ser uma segunda escolha, um talvez, um agora não mas depois logo se vê. Eu sou tão mais do que isso… E se não o vês, és tu quem perde. Portanto diverte-te. Vemo-nos por aí, ou não. Não me interessa realmente. Não estarei a olhar, não tenho por hábito voltar atrás nas minhas decisões ou dizer coisas que não as sinta realmente. Posso não ser feita de certezas absolutas mas não sou feita de incoerências. E quando é, é decisivo e definitivo. E agora é um é. Portanto é bem provável que passes por mim e nem me dê conta. E nem vai ser por mal, será apenas porque deixaste de significar. Porque de ti nada restou. É que nem tudo o que chega fica, nem tudo o que aparece permanece, e nem tudo o que foi é. Nem tem de o ser. Já não padeço desse mal do coração de pateticamente desejar o quimérico e ilusório, de idealizar a utopia dos sentimentos como se fosse dona do mundo. Amadureci. Finalmente. Por isso sei que não te vou estranhar a tua ausência, quando nunca chegaste sequer a estar presente... É apenas uma consequência inequívoca do teu comportamento.
Israel foi o vencedor da 63ª edição do Festival Eurovisão da Canção, com o tema ‘Toy’, interpretado por Netta Barzilai. Portugal, infelizmente, como todos sabemos, representado por Cláudia Pascoal e Isaura ficou em último lugar. E embora se diga muito sobre a canção que levamos a concurso, tenho a dizer que da minha parte eu até gosto bastante da música. Não que fosse a melhor música, mas nao merecia certamente ter ficado em último... mas são opiniões.
Israel já não ganhava há 20 anos a Eurovisão e obteve a maior pontuação que já alguma vez teve (529 pontos), atribuída pelos espetadores de cada país e ainda pelos júris nacionais dos 43 países que participaram na edição deste ano que, este ano, se realizou na Altice Arena, em Lisboa.
E, como é obvio, por estes lados, os memes e piadas não tardaram, ou não tivessemos nós o nosso próprio Toy!
E, como o Toy é um grande senhor, também entrou na brincadeira e cantou uma versão da música vencedora da Eurovisão juntamente com o Eduardo Madureira, no programa "5 para a Meia-Noite". Muito bom!!!
Polémicas à parte, Netta foi uma das intérpretes mais carismáticas do Festival Eurovisão da Canção 2018. A música "Toy", inspirada no movimento #Metoo e no empoderamento feminino, valeu-lhe a vitória na noite da grande final do festival. As referências às galinhas presentes na canção falam na realidade dos "cobardes" que não respeitam as mulheres.
Aos 25 anos, Netta é fundadora do grupo "The Experiment" e faz parte do grupo Gaberband que a levou a atuar em várias localidades de Israel. Venceu a versão israelita de "Ídolos" e foi após essa vitória que foi convidada a concorrer ao festival de música que decorreu em Lisboa.
A cantora cresceu na Nigéria, foi educadora de infância, empregada de mesa, e professora numa escola de enfermagem. Estudou na prestigiada escola de música Rimon, em Israel, e fez o seu serviço militar na banda musical nas forças armadas navais israelitas.
Surpreendente é a versão acustica desta música que tem dado tanto que falar, e que vos convido a ouvir. Muito melhor que a versão original. Vale a pena.