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segunda-feira, novembro 14, 2016
sexta-feira, outubro 28, 2016
Apenas mais um dia na contagem dos dois.

Era um dia igual a todos os outros pouco e diferente dos muitos outros. Com eles a urgência do tempo do não se fazia sentir na aceleração das coisas até porque qualquer sistema de medição que não tivesse sido inventado por eles e para eles simplesmente não se poderia aplicar a eles. Residia neles toda a estranheza e peculiaridade de tudo o que nunca tinha sido. E o medo que sentiam não era mais do que a familiaridade e cumplicidade que partilhavam. Eram duas metades do mesmo todo.
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quarta-feira, setembro 14, 2016
A insanidade presente na louca que há em mim.

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sexta-feira, junho 17, 2016
Sabes a...
Sabes a beijo. Sabes a pele. Sabes a todos os meus sentidos que se aguçam quando estás perto. Sabes a toque. Sabes a olhar. Sabes as palavras que trocamos quando na verdade queremos dizer outras coisas. Sabes a quente. Sabes a desafio. Sabes aos acasos que provocas só para me sentires. Sabes a mistério. Sabes a loucura. Sabes aos suspiros de quem sabe que vai acabar por não conseguir resistir.
Sabes ao que fica por dizer. Sabes ao que fica por fazer. Sabes que nos elevadores não há câmeras.
E... Sabes muito.
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sábado, maio 28, 2016
O segredo que sou.
Um dia destes conto-te um segredo. Quando menos esperares abro-te a porta para o mundo que sou eu. E aí acautela-te, tem cuidado, não te percas em mim, que o caminho não é seguro. Corres o risco de nunca mais regressares a quem és. De nada te valerão mapas, indicações, ou qualquer outra forma de navegação. Estarás sozinho nessa descoberta de mim. Mas ainda assim nunca te sentirás só nessa aventura. Isso garanto-te. Só não esperes que a viagem seja calma. Prepara-te para os percalços e os imprevistos. Para as frustrações também. E esquece tudo o que pensavas saber, porque estarás a começar de um início. Do princípio que sou eu. Mas podes sempre ir e arriscar, escolher viver-me. Aventurar-te nesse destino desconhecido que sou eu. Quem sabe se no fim não te descobres verdadeiramente em mim.
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domingo, abril 24, 2016
Beija-me.

Beija-me. Beija-me muito. Beija-me até à exaustão dos sentimentos. Beija-me até que de nós não reste mais nada. E depois, certifica-te que me beijaste tudo o que podias. Para no fim não restar nem mais um beijo por dar. Para que, pelo o caminho, não se perca nada do que me era devido. Portanto, beija-me. Beija-me muito. Beija-me até à exaustão dos sentimentos.
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quinta-feira, fevereiro 18, 2016
Amo-te.
Amo-te, disse-lhe a medo.
O tempo distendeu-se infinitamente à espera da reação dela... quase parou,
preso à ânsia da resposta que tardava em chegar. Disparou de repente, quando ela devolveu o
sentimento na palavra tanto esperada. E o beijo fundiu-os num só como se nunca tivessem sido outra
coisa.
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segunda-feira, fevereiro 01, 2016
Queria.
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sábado, janeiro 23, 2016
Um instante sem ti
Um instante sem ti é uma eternidade. Porque não existo onde não estás. Sem ti sou apenas uma memória longínqua de um tempo esquecido. E fazes-me mais falta do que possas alguma vez sequer imaginar, porque és parte integrante da mecânica do meu coração. Sem ti, não funciono. E o meu relógio pára como se fosses a corda que preciso de ter para o tempo começar a correr.
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sexta-feira, janeiro 22, 2016
Uma daquelas certezas absolutas.
O sentimento é o maior e mais potente afrodisíaco.
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quarta-feira, janeiro 20, 2016
terça-feira, janeiro 19, 2016
O primeiro último beijo
Nunca se tinham despedido com um beijo. Todas as noites trocadas entre eles tinham-se perdido algures na despedida. Mas aquela seria diferente. Ele pedira-lhe um beijo de despedida. O primeiro. Um beijo para levar consigo de recordação. Um beijo para o acompanhar no caminho até casa. E ela hesitante deu-lho. Ofereceu-lhe o mais doce que tinha. Presenteou-o com ele. E com outros dois de seguida. Beijos esses que o faziam querer ficar e não partir como tinha de fazer. Que tolo fora ele em pedir-lhe que o prendesse, porque era isso que os seus beijos faziam: prende-lo ainda mais a ela. Mas foi. Tinha de ir. E ela, com um sorriso, disse-lhe "Até amanhã".
Mas pela primeira vez não houve um amanhã. E aqueles que foram não seriam os primeiros mas sim os seus últimos beijos de despedida. Porque algures entre o elevador e o caminho de casa tudo aquilo que acontecera naquela noite esfumou-se no entretanto. Aquele homem desaparecera. E, no dia seguinte, ela deu por si a perguntar-se se aquele homem alguma vez tinha existido, se não teria sido fruto da sua imaginação. E concluiu que o seu "amigo" tinha sido apenas uma invenção de um coração estragado e esperançoso, mas que não tinha passado disso mesmo. E aquele beijo que lhe tinha dado não era um primeiro mas sim um último. Aquele tinha sido um verdadeiro beijo de despedida.
Para ele, a diferença também não seria muita visto na noite seguinte já ter encontrado outros lábios para beijar. Pelo mesmo, não naquela noite. Naquele momento. Neste agora. Talvez mais tarde se apercebesse que não era esta aquela que beijava. E aí veria que transformara a beleza de um primeiro beijo na tristeza de um último. Que perdera o futuro quando traçara o caminho errado. Mas nada mais haveria fazer porque o último já teria sido dado nos lábios de um primeiro.
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domingo, janeiro 17, 2016
Quis-te.
Quis-te muito. Quis-te pouco. Quis-te todo.
Quis-te aqui. Quis-te ali. Quis-te em mim.
Quis-te a ti.
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Tristeza
segunda-feira, janeiro 04, 2016
Compulsões.
Se não existe em ti a compulsão de partilhar aquilo que te revolve o interior de tanto que é, então aquilo que sentes nunca será uma porta para algo maior.
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sábado, dezembro 26, 2015
Talvez tenha partido qualquer coisa.
Talvez tenha partido o chão com a violência do impacto quando cai.
Talvez ainda esteja intacta.
Ou talvez seja o chão a vítima da minha queda.
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quarta-feira, dezembro 09, 2015
Missing you
I miss you. I miss us. And I wanna build us. But you have to want it too. So take a chance on me. Take a chance on us. Let us be... whatever we can be for as long we can be it. This between us is something worth fight for. This is special. I know it. You know it. Don't duel with the future or the pass. Let us be the now. We both deserve to have this. Be brave. Be bold. Be us. Let us have what is saved for us. We can have this. And the forever we can have it in the memories we'll make. Aloud us to be. To exist. I really do miss you.
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sábado, novembro 14, 2015
Um beijo.
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terça-feira, novembro 10, 2015
Ele. Ela.
Ela, era uma miúda. Podia ser uma miúda, mas não era uma garota. Sabia o que queria da vida. Sempre soubera. Desde muito nova. Talvez mesmo desde sempre. Mas não era uma mulher. Nunca se sentira como tal. Sentia-se perdida na vida. Pensara que, por aquela altura, estaria num local completamente diferente. Que seria outra. Não ela. Aproximava-se terrivelmente daquela idade em que todos os outros já eram alguém. E ela, ainda era ela. Apenas ela. E era esse apenas que a reduzia. Não que não gostasse de quem era, mas sim por acreditar que podia ser tanto mais se ao menos o fosse acompanhada. Talvez fosse isso que a impedisse de evoluir em si própria. De ser mulher. Talvez precisasse de um homem que fizesse dela mulher. O seu coração cheio de sonhos também precisava de afectos. Mas isso já não a preocupava. Sabia que a sua história já tinha começado, mesmo sem a sua autorização. Portanto, era agora apenas uma questão de tempo. Seria apenas mais um apenas.
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domingo, setembro 27, 2015
segunda-feira, março 23, 2015
Insatisfação de ti.
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