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segunda-feira, novembro 14, 2016

A doença do amor.


Salvaste-me desta esquizofrenia ao me tornares completamente louca.

sexta-feira, outubro 28, 2016

Apenas mais um dia na contagem dos dois.

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Era um dia igual a todos os outros pouco e diferente dos muitos outros. Com eles a urgência do tempo do não se fazia sentir na aceleração das coisas até porque qualquer sistema de medição que não tivesse sido inventado por eles e para eles simplesmente não se poderia aplicar a eles. Residia neles toda a estranheza e peculiaridade de tudo o que nunca tinha sido. E o medo que sentiam não era mais do que a familiaridade e cumplicidade que partilhavam. Eram duas metades do mesmo todo.

quarta-feira, setembro 14, 2016

A insanidade presente na louca que há em mim.

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Sou louca. Completamente louca. E quem me conhece nunca atestara o contrário. Muito menos tu. Que conheces de perto todos os meus devaneios. Que mesmo longe ainda te surpreendes pela proximidade dos meus pensamentos. Talvez seria mais normal que os guardasse para mim. Que não os soubesses. Mas eu nunca fui muito certa. Nem muito menos fui de seguir as regras. Ou o que é mais politicamente aceitável ou comum. Prefiro gritar a loucura que vai em mim. Deitar para fora o que me vai dentro. Sem medo do que possas pensar. Sempre na esperança que compartilhes um pouco desta minha insanidade que teimo em partilhar contigo. Mas tu não és um louco como eu. Se bem que ambos sabemos que era assim que eu te deixava. Acho que nunca conseguiste ser são no tempo em que estivemos juntos. A loucura do amor nunca te permitiu ser outra coisa que não igual a mim. E isso exasperava-te. Embora te apaixonasse a loucura do que sentíamos e éramos juntos, Mas o exagero dos sentidos trocava-te as voltas. E era um desatino para ti este desvario daquilo que não se controla. Sempre foste mais sensato que eu. Já eu, incorporo, e sempre incorporei, orgulhosamente em mim, esta alucinação de sentidos, deixando-me levar pela demência que é ser e sentir. Portanto, podes me chamar louca, porque sabes que o serei sempre.

sexta-feira, junho 17, 2016

Sabes a...

Sabes a beijo. Sabes a pele. Sabes a todos os meus sentidos que se aguçam quando estás perto. Sabes a toque. Sabes a olhar. Sabes as palavras que trocamos quando na verdade queremos dizer outras coisas. Sabes a quente. Sabes a desafio. Sabes aos acasos que provocas só para me sentires. Sabes a mistério. Sabes a loucura. Sabes aos suspiros de quem sabe que vai acabar por não conseguir resistir. 

Sabes ao que fica por dizer. Sabes ao que fica por fazer. Sabes que nos elevadores não há câmeras. 

E... Sabes muito.

sábado, maio 28, 2016

O segredo que sou.

Um dia destes conto-te um segredo. Quando menos esperares abro-te a porta para o mundo que sou eu. E aí acautela-te, tem cuidado, não te percas em mim, que o caminho não é seguro. Corres o risco de nunca mais regressares a quem és. De nada te valerão mapas, indicações, ou qualquer outra forma de navegação. Estarás sozinho nessa descoberta de mim. Mas ainda assim nunca te sentirás só nessa aventura. Isso garanto-te. Só não esperes que a viagem seja calma. Prepara-te para os percalços e os imprevistos. Para as frustrações também. E esquece tudo o que pensavas saber, porque estarás a começar de um início. Do princípio que sou eu. Mas podes sempre ir e arriscar, escolher viver-me. Aventurar-te nesse destino desconhecido que sou eu. Quem sabe se no fim não te descobres verdadeiramente em mim.

domingo, abril 24, 2016

Beija-me.

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Beija-me. Beija-me muito. Beija-me até à exaustão dos sentimentos. Beija-me até que de nós não reste mais nada. E depois, certifica-te que me beijaste tudo o que podias. Para no fim não restar nem mais um beijo por dar. Para que, pelo o caminho, não se perca nada do que me era devido. Portanto, beija-me. Beija-me muito. Beija-me até à exaustão dos sentimentos.

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Amo-te.



Amo-te, disse-lhe a medo. 

O tempo distendeu-se infinitamente à espera da reação dela... quase parou, preso à ânsia da resposta que tardava em chegar. Disparou de repente, quando ela devolveu o sentimento na palavra tanto esperada. E o beijo fundiu-os num só como se nunca tivessem sido outra coisa.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Queria.

Queria que me dissesses que eu sou o teu destino. Que toda a tua vida tinhas caminhado para mim. Para chegares até nós. E que agora que cá chegaste não tencionas partir nem por um segundo. Queria que me pedisses desculpa. Desculpa por teres demorado tanto tempo. Desculpa por não teres sabido esperar por mim. Desculpa por teres partilhado coisas que apenas devias ter partilhado comigo. Enfim... queria que me pedisses desculpa por não teres acreditado que eu existia. Porque eu toda a vida esperei por ti, sem deixar que mais nenhum ocupasse o lugar que sabia ser teu. E queria que me dissesses que eu sou o amor da tua vida e que só agora descobriste realmente a dimensão dessa palavra. Que comigo tudo tinha ganho um outro sentido e que o teu mundo era agora completo.

sábado, janeiro 23, 2016

Um instante sem ti

Um instante sem ti é uma eternidade. Porque não existo onde não estás. Sem ti sou apenas uma memória longínqua de um tempo esquecido. E fazes-me mais falta do que possas alguma vez sequer imaginar, porque és parte integrante da mecânica do meu coração. Sem ti, não funciono. E o meu relógio pára como se fosses a corda que preciso de ter para o tempo começar a correr.

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Uma daquelas certezas absolutas.

O sentimento é o maior e mais potente afrodisíaco.

terça-feira, janeiro 19, 2016

O primeiro último beijo

Nunca se tinham despedido com um beijo. Todas as noites trocadas entre eles tinham-se perdido algures na despedida. Mas aquela seria diferente. Ele pedira-lhe um beijo de despedida. O primeiro. Um beijo para levar consigo de recordação. Um beijo para o acompanhar no caminho até casa. E ela hesitante deu-lho. Ofereceu-lhe o mais doce que tinha. Presenteou-o com ele. E com outros dois de seguida. Beijos esses que o faziam querer ficar e não partir como tinha de fazer. Que tolo fora ele em pedir-lhe que o prendesse, porque era isso que os seus beijos faziam: prende-lo ainda mais a ela. Mas foi. Tinha de ir. E ela, com um sorriso, disse-lhe "Até amanhã". 
Mas pela primeira vez não houve  um amanhã. E aqueles que foram não seriam os primeiros mas sim os seus últimos beijos de despedida. Porque algures entre o elevador e o caminho de casa tudo aquilo que acontecera naquela noite esfumou-se no entretanto. Aquele homem desaparecera. E, no dia seguinte, ela deu por si a perguntar-se se aquele homem alguma vez tinha existido, se não teria sido fruto da sua imaginação. E concluiu que o seu "amigo" tinha sido apenas uma invenção de um coração estragado e esperançoso, mas que não tinha passado disso mesmo. E aquele beijo que lhe tinha dado não era um primeiro mas sim um último. Aquele tinha sido um verdadeiro beijo de despedida. 
Para ele, a diferença também não seria muita visto na noite seguinte já ter encontrado outros lábios para beijar. Pelo mesmo, não naquela noite. Naquele momento. Neste agora. Talvez mais tarde se apercebesse que não era esta aquela que beijava. E aí veria que transformara a beleza de um primeiro beijo na tristeza de um último. Que perdera o futuro quando traçara o caminho errado. Mas nada mais haveria fazer porque o último já teria sido dado nos lábios de um primeiro.

domingo, janeiro 17, 2016

Quis-te.

Quis-te muito. Quis-te pouco. Quis-te todo. 
Quis-te aqui. Quis-te ali. Quis-te em mim. 
Quis-te a ti.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Compulsões.

Se não existe em ti a compulsão de partilhar aquilo que te revolve o interior de tanto que é, então aquilo que sentes nunca será uma porta para algo maior.

sábado, dezembro 26, 2015

Talvez tenha partido qualquer coisa.

Talvez tenha partido o chão com a violência do impacto quando cai. 
Talvez ainda esteja intacta. 
Ou talvez seja o chão a vítima da minha queda.

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Missing you

I miss you. I miss us. And I wanna build us. But you have to want it too. So take a chance on me. Take a chance on us. Let us be... whatever we can be for as long we can be it. This between us is something worth fight for. This is special. I know it. You know it. Don't duel with the future or the pass. Let us be the now. We both deserve to have this. Be brave. Be bold. Be us. Let us have what is saved for us. We can have this. And the forever we can have it in the memories we'll make. Aloud us to be. To exist. I really do miss you.

sábado, novembro 14, 2015

Um beijo.

Um beijo. Um beijo era tudo o que queria. Um beijo era o quanto bastava. Um beijo que lhe dissesse que a amava. Um beijo que substituisse todas e quaisquer palavras. Um beijo que reconstruisse tudo. Um beijo que a arrebatasse. Um beijo que a fizesse confiar. Um beijo que lhe tirasse as dúvidas. Um beijo que lhe cortasse a respiração. Um beijo que lhe transformasse o presente. Um beijo que lhe desse um futuro. Um beijo.

terça-feira, novembro 10, 2015

Ele. Ela.

Ele, era um homem vivido. Seguro de si. Das suas escolhas. Sabia que todas as suas decisões o tinham levado até aquele exacto momento. Talvez por isso não se arrependesse agora dos seus erros. Os fracassos, que antes tanto o incomodaram, faziam agora parte do seu acervo humanitário, faziam de si o homem que se orgulhava ser. Tinha-lhe custado chegar até ali. Tinha-lhe custado os sentimentos. E até as pessoas. Lutará com tantos demónios interiores que já quase nem sabia dizer todos os seus nomes. Mas tinha chegado ali, vencedor. Cansado mas vencedor. Almejando ainda por uma última e derradeira jornada. Aquela que o levaria de volta a si próprio. Aquela que pensara ter feito tantas outras vezes só para chegar ao final e encontrar a desilusão do engano. Não é fácil a busca do resto nosso num corpo alheio. Nem mesmo para um homem. Pelo menos, não para um homem como ele.

Ela, era uma miúda. Podia ser uma miúda, mas não era uma garota. Sabia o que queria da vida. Sempre soubera. Desde muito nova. Talvez mesmo desde sempre. Mas não era uma mulher. Nunca se sentira como tal. Sentia-se perdida na vida. Pensara que, por aquela altura, estaria num local completamente diferente. Que seria outra. Não ela. Aproximava-se terrivelmente daquela idade em que todos os outros já eram alguém. E ela, ainda era ela. Apenas ela. E era esse apenas que a reduzia. Não que não gostasse de quem era, mas sim por acreditar que podia ser tanto mais se ao menos o fosse acompanhada. Talvez fosse isso que a impedisse de evoluir em si própria. De ser mulher. Talvez precisasse de um homem que fizesse dela mulher. O seu coração cheio de sonhos também precisava de afectos. Mas isso já não a preocupava. Sabia que a sua história já tinha começado, mesmo sem a sua autorização. Portanto, era agora apenas uma questão de tempo. Seria apenas mais um apenas.

segunda-feira, março 23, 2015

Insatisfação de ti.

Esta constante insatisfação de ti aflige-me. Por muito que te procure nunca te encontro, nunca te acho... Pergunto-me se o único sitio onde viverás será dentro de mim... Pareces-me sempre tão real mas tão inalcançável. Serei eu a idealizar-te sem existires? Serás tu apenas um reflexo da minha imaginação? Mas... eu vejo-te. Vejo-te naqueles com que me deito, vez após vez, até te esfumaçares de novo. És sempre tu, mas com outra cara, outro corpo, outro nome. E partilho-me contigo de todas as vezes e, em todas elas, fico na esperança que te partilhes comigo. Mas nunca acontece. Nunca acontece.