quinta-feira, junho 14, 2007

A minha mais recente literatura... Bah!!




II

É sempre dificil a despedida. " Não penses nisto como um fim, uma relação que acaba aqui... Pensa nisto como um primeiro encontro que não passou a um segundo", disse-lhe ela. Como era dificil vê-la partir!
Aquele último virar de costas seria o fim mas também o inicio... Seria o inicio de uma nova etapa, para a qual nenhum deles estava preparado... Mas ela tinha de dar aquele passo. Não podia ficar. Tinha de encontrar o seu próprio caminho. E não podia fazê-lo ali. Não tinha coragem de lhe pedir para caminhar ao lado dela. Seria demasiado egoísta da sua parte. Tinha-lhe dito aquilo tentando esconder as lágrimas. Não queria que visse que não era realmente aquilo que queria. Queria antes poder dizer que o amava de paixão, como nunca antes tinha amado ninguém, que ele era o homem da sua vida... Que finalmente tinha encontrado o seu principe encantado. Mas não podia... Senão ele iria atrás. E isso ela não podia permitir. Não naquelas circunstâncias.
Pensou que o destino era realmente uma coisa cruel.

quarta-feira, junho 13, 2007





Teresa de Cepeda y Ahumada (Paz Vega), filha de um Nobre da região de Ávila, não aceita o seu papel como mulher num Mundo governado por homens; Teresa sente que tem de haver algo mais na vida, para além de ser Mulher e Mãe. Ela quer escrever, ler e aprender.
Na sua demanda por aquele "algo mais" de que sente falta, Teresa resolve entrar para um convento. Mas a sua desilusão não poderia ser maior; rapidamente descobre, no próprio convento onde procurou refúgio do Mundo real, o mesmo materialismo e futilidade que se vivia lá fora. Decide então iniciar uma cruzada baseada em valores como a fé e sacrifício, sendo inicialmente acusada de rebeldia e loucura, ganhando mais tarde o estatuto de líder e proclamada Santa.
Esta é a história de uma mulher excepcional que viveu numa época bastante complicada. Uma mulher, de beleza extraordinária, que lutou contra o mundo, com o único objectivo de repor os valores há muito esquecidos por uma sociedade corrupta, adulterada e materialista.

E assim foi mais uma festa para crianças...

Fico tão gira de Minnie!!! Eheheh !!

segunda-feira, junho 11, 2007

I

Tinha quase 32 anos, achava-se uma menina na pele de uma mulher... Olhava para a sua gaveta e via aquela lingerie tão bonita que tinha comprado quase há um ano... Ainda não a tinha estreado. Tinha-a comprado para um momento especial, para uma pessoa especial mas... esse momento, passado um ano, ainda não tinha chegado. Sentia-se triste. Triste por ainda não ter o principe encantado. E o mais estranho era que, com esta idade e depois de tantas desilusões, ainda acreditava que o iria encontrar. Não se importava que lhe dissessem que era uma romântica quando ela dizia que sabia que havia por aí alguém que lhe estava destinado. Já tinha pensado tantas vezes, em relações anteriores, que aquela pessoa era a tal... para depois acabar em lágrimas...


Tinha mais uma lingerie nova... mais uma, para fazer companhia aquela. Queria tanto ter alguém para a partilhar. Mas, em vez disso, apenas tinha uma gaveta, com pó imaginário.


Deixou-se cair na cama. Pensou em todas as suas relações e encontros fortuitos. O americano que tinha sido o primeiro grande amor. Que a fez viver a história do Romeu e Julieta. Mas que, como todos os primeiros amores, tanta dor lhe causou. O francês a quem ela se entregou pela primeira vez. O surfista que lhe mostrou meio mundo mas que no fim lhe disse que viviam em mundos diferentes. O playboy que a seduziu... O engenheiro que partilhava o espirito mas não o corpo. O politico que nunca a comprendera e que nunca cumpria as promessas que fazia. Todos eles a tinham feito crescer. Todos eles a tinham feito sofrer. Com todos eles tinha desejado partilhar uma vida. E a nenhum deles mostraria a sua lingeire nova se tivesse oportunidade. Sabia que alguns deles não diriam que não... mas simplesmente não lhe interessava. Não lhe interessava um encontro fortuito. Não lhe interessa um envolvimento mais sério com casos do passado. Se já não tinha resultado uma vez não seria certamente agora que resultaria.


Dois já tavam casados até, mas isso não era impedimento nenhum para um deles, que o deixava bem claro sempre que estava com ela. Nunca deixaria de ser um playboy! O que só a fazia pensar que provavelmente quando estavam juntos ele fazia o mesmo com outra mulheres. Que ingenua tinha sido! O outro não, esse até fugia dela... nunca mais se tinha encontrado com ela, nem para um café, depois de ela lhe ter dito que não queria mais nada com ele, um ano depois de terem terminado e de ele lhe ter pedido para voltarem. Tinha dito que mudaria. Tinha dito que tinha a certeza que era capaz de fazer com que ela voltasse a gostar dele como já tinha gostado. Só queria uma oportunidade. Mas ela já não tava disposta a dar-lha. Apesar de ele lhe ter dito coisas que ela sempre anseara que ele lhe dissesse enquanto andavam... mas um ano depois já era muito tarde para as ouvir.


Os estrangeiros já não faziam parte da sua vida. Embora soubesse que podia reatar com eles se fosse ao seu encontro, no país deles. Mas essa viagem nunca se realizaria... talvez porque foram os que maior mossa fizeram. Aliás, desde aí, não houveram mais internacionalizações. Dois já eram suficientes.


O que ela queria era começar de novo. Uma nova página no seu diário. Toda uma nova história... Um romance. Uma paixão. Um amor. Algo verdadeiro. Mas o livro parecia já não ter muitas folhas...
Sinto-me assim... a perder a fé nas pessoas... As relações, sejam de que tipo for, tem uma coisa engraçada chamada bilateralidade... algo que alguns se esquecem muitas vezes... As pessoas cada vez menos lutam pelas coisas verdadeiramente importantes. Não dão valor. Deixam com que as coisas se percam, sem sequer terem a noção do que estão a fazer. E isso é triste. Porque o que há de bom deve ser conservado, deve ser valorizado, deve ser guardado num sitio especial e tratado com todo o cuidado e carinho. As pessoas andam tão absortas nos seus mundinhos que nem se apercebem que os seus mundinhos também são dos outros... porque os outros também lá vivem... Existe toda uma vida para lá do nosso umbigo... É pena que muitos não o saibam.
I tried to kill those ghosts inside of me
That voice you spoke is yelling in my ears
And I don't believe in love fools...
I'd like to have those eyes you want to kiss

Wishing something
I wish I had that voice you want to hear
I believe in
And I don't believe in love fools
Do you feel something
This feeling is so hard that I can't breathe
Wishing something
I wish you'd touch my hair when I'm asleep

And I don't know
And I don't believe in love fools
I'm tired of this
The words you wrote are putting me away
I'm tired of that
I know that love was for somebody else
And I don't know... me, myself and I

You and I know
You and I try
You and I ran
Leaving old stories far behind

And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I...

I tried to kill those ghosts inside of me
The voice you spoke is yelling in my ears
And I don't know
And I don't believe in love fools...
I'd like to have those eyes you want to kiss

Wishing something
I wish I had that voice you want to hear
I believe in...
And I don't believe in love fools
I believe in me... me myself and I... me, myself and I

You and I know
You and I try
You and I run
Leaving old stories far behind

And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I...

I'm tired of this... I'm tired of that...
You and I know
You and I try
You and I ran
Leaving old stories far behind

And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I...

Porque há dias em que certas músicas fazem mais sentido do que em noutros....

quinta-feira, junho 07, 2007

Acabei de ler...


Sinopse: A milagrosa sobrevivência de uma mulher de coragem. Souad continua a usar um nome falso. Hoje é casada, tem três filhos, vive algures na Europa, mas guarda ainda segredo da sua verdadeira identidade. Regada com gasolina pela família por estar grávida sem ter casado, foi abandona à morte. Uma voluntária europeia encontrou-a em sofrimento no hospital perto da Cisjordânia e ajudou-a a fugir. Souad conta a sua história, quebra o silêncio. Leitura chocante, mas imperativa. Souad tornou-se um bestseller assim que foi editada em França. Com mais de 500 mil exemplares vendidos, traduzido em 24 línguas, «Queimada Viva» é o relato verdadeiro de uma mulher vítima de um crime de honra. Vivendo numa pequena aldeia da Cisjordânia, Souad era tratada quase como uma escrava pela família. Apaixona-se por um vizinho e pensa que ela a poderá salvar daquela situação. Mas tudo piora. Grávida, não pode casar antes que as suas irmãs mais velhas tenham marido, pelo que é rejeitada pelos seus. Ao manchar a honra da família cai sobre ela a vingança. O cunhado rega-a a gasolina, ficando com queimaduras em 90% do seu corpo. Deixada a morrer no hospital é ajudada por uma voluntária europeia que a leva para a Suíça com o filho. Hoje casada, mãe, Souad decidiu contar a sua história de sobrevivência.A narrativa é impressionante, lançando um importante alerta sobre a forma como as mulheres continuam ser tratadas em alguns países.

Dip shit !!!


A apenas algumas horas do exame de Direito Internacional Privado, chego à conclusão que provavelmente não terei sequer um mísero 7 para ir a oral... Ou seja, vou ficar presa no 5ºano por uma disciplina... Digamos que não estou lá muito feliz e esperançosa... Já tive dias melhores!! Certamente. Mas pronto, temos de ver isto pelo lado positivo... também ainda não tenho trabalho ou coisa que se pareça... Só coisas boas!!

segunda-feira, junho 04, 2007

Os Pirilampos do Casino de Lisboa



O pirilampo do Gato Fedorento

O pirilampo da Fernacerci

O pirilampo do Contra

O pirilampo da Fátima Lopes


O pirilampo da Rádio


O pirilampo do Luís de Matos

25ª entrevista

Hoje foi a minha 25ª entrevista, na Accenture, e a minha 1ª proposta remunerada!! Deram-me 24horas pa pensar, mas eu nem 24segundos levei... a rejeitar!!! Não me agradou. Paciência.

sexta-feira, junho 01, 2007

Hoje é o Dia Mundial da Criança... Dia esse que passa um pouco despercebido àqueles que não têm filhos. Mas mais que os "nossos" filhos, urge a necessidade de pensar nos filhos dos outros. Filhos de um mundo que não foi mãe mas sim madrasta. Crianças à mercê de um destino que dificilmente lhes dará grandes oportunidades. Esquecemo-nos deles, muitas vezes. Vezes a mais. Talvez por esta realidade se encontrar um pouco longe de nós... Costuma-se dizer que só nos toca o que está perto. Mas se fecharmos os olhos e tentarmos ver com o melhor lado da nossa alma, veremos essas crianças perdidas na nossa memória... imagens recolhidas de revistas, jornais e televisão... Imagens escondidas em nós. Imagens que preferimos esquecer e deixar no fundo da gaveta da memória, porque lá elas não são capazes de nos fazer mal, de nos tocar. Mas, por muito que tentemos, elas estão lá e são reais. E, urge, pelo menos hoje, que pensemos nelas... porque hoje também é o seu dia! Dia do qual elas não conhecem existência, tal como da comida e da roupa que não tem... ou dos serviços médicos e condições mínimas de higiene que não possuem... Mas são crianças! Como as nossas! Apenas, a maior parte delas não chegará a adulto... Serão para sempre crianças!! Crianças tornadas em anjos depois de morrerem.



Hoje recebi uma prendinha!! Algo que eu já não via, nem fazia, há anos!!! Recebi daquelas coisas de fazer bolas de sabão =) E andei por Lisboa, a passear e a fazer bolinhas... Parecia uma criancinha... Deviam ver a cara das pessoas a olhar para mim... Foi tão giro!!
Estava eu, hoje, a ver televisão, quando ouvi o Nicolau Breyner a dizer que a maior invenção do Homem não foi a roda mas sim o avô!! Eu repito: o avô!! Além de eu não saber que o "avô" tinha sido inventado pelo Homem, fiquei também a saber que se o carro não tivesse rodas tinha avôs... Ele há coisas fantásticas, não há? Como diria o muy ilustre meu ex-professor (graças a Deus!!) de direito processual penal " Não sou advogado, mas pelo pelo o que vejo na televisão...", sim porque sem dúvida que na televisão se aprende muita coisa com conteúdo e rigor!!

quarta-feira, maio 30, 2007

Para quem não sabe, os "Gato Fedorento" foram acusados de plágio pelo DN por terem "copiado" esta música para o genérico de "Isto é uma especie de magazine". Parece que o plágio esta na moda... Lol!! ( Private joke )

segunda-feira, maio 28, 2007

A festita da Inês Carretas

Numa pequena cidade do Norte de Moçambique, o 25 de Abril de 1974 é recebido de forma peculiar… O português Lourenço de Castro, inspector da PIDE, perturbado pela morte do pai, vive com a mãe, Margarida e com a tia Irene. Lourenço de Castro conhece o que é ser membro da PIDE em solo africano, essa «fabricação do medo» que mais não é do que o medo do próprio futuro. “Vinte e Zinco” é uma reflexão sobre o significado da Revolução e sobre as vidas cruzadas de estrangeiros que vivem em território colonial e aqueles que acreditam no poder da terra, o que ela aceita ou não. Oscilando entre dois tempos diferentes, o passado e o presente, mas também o tempo interior, as personagens agem e narram-se simultaneamente a si próprias, como se reordenando o tempo ele se pudesse corrigir. Nesta curta história de memórias, onde a literatura, a história e a ficção se entrelaçam, conta-se o arrivismo português nas colónias negras, a distância que separa os colonizados dos colonizadores.

Vinte e Zinco
Salão Nobre, Teatro D.Maria II
25 de Abr a 01 de Jul 2007
3ª a SÁB. 22H00 DOM. 16H30

Preciso de espaço para acalmar os monstros dentro de mim....

domingo, maio 27, 2007

É o fechar de um capítulo... O que se segue é ainda um mistério. Dou comigo a fazer um balanço de tudo o que já passou e de onde me encontro agora, perto do fim. Sempre me disseram que era na faculdade que iria fazer amigos para o resto da vida, mas a verdade é que saio de lá com muito poucas pessoas dentro do meu coração. Esperei que fosse diferente. E sinto-me muito triste por isso... Queria ter deixado mais um pouco de mim nos outros...
O meu caminho naquela faculdade foi um pouco atribulado... Passei por diversas turmas, o que também fez com que não desse para aprofundar muito as amizades que fui fazendo, porque apesar de conhecer muita gente não tive o tempo para continuar de uma forma contínua o que ali começou. No primeiro ano fui colocada numa turma que acabou com a passagem para o segundo ano, porque era uma das últimas. E fomos todos redistribuidos por outras turmas. Na turma que se seguiu as peripécias foram muitas, especialmente porque havia grupos muito marcados dentro da turma. E, com o escolher da menção, fui para outra turma onde não conhecia quase ninguém (aliás ninguém das minhas antigas turmas escolheu a mesma menção que eu).
Houve pessoas que me marcaram mais que outras, que viveram um ano, ou dois, mais de perto comigo mas, que com o mudar de turma, cada uma seguiu o seu caminho... São coisas do destino... Não foi culpa de ninguém. Foi um pouco como virar uma página de um livro. É claro que pelo caminho também encontrei muitas pessoas que me decepcionaram, que aparentavam ser uma coisa mas que afinal eram algo bem diferente... Magoou-me, mas fez-me crescer. Acho até, que uma em especial, não vou esquecer tão depressa... tamanha foi a desilusão. Mas, como eu costumo dizer: "As pessoas magoam-nos aquilo que nós as deixamos magoar, porque somos nós que lhes damos esse poder com a importância que lhes damos".
Também passei pela tuna, onde estive cerca de 4anos. Pensei que ali iria fazer amigas, grandes amigas... que iriamos ter uma laço que nos iria unir de uma forma muito especial... mas enganei-me. Em vez disso, encontrei cinismo e hipocrisia... E, a certa altura, cansei-me de ser o patinho feio. Encontrei-me na Tertúlia, onde tenho pena de deixar uma passagem tão curta... Mas mais vale pouco que nada.
Comigo, levo um punhado de pessoas. Pessoas lindas por dentro. Pessoas que conquistaram um pouco do meu céu. A elas desejo tudo de bom e que o destino seja brando com elas, porque eu estarei sempre aqui para o que precisarem.

A banda


Na minha Faculdade, existe uma tradição muito sui generis no último dia de aulas: a banda!! Ou seja, basicamente, os finalistas não vão a nenhuma aula e andam, juntamente com uma banda ( que é a mesma todos os anos), a invadir as salas das outras turmas, em que os professores depois, normalmente sobem para cima das mesas e, fazem um discurso para os finalistas. No fim da manhã, acaba-se sempre com um fra! Há que dizer que logo que começa a banda já há muita gente imprópria para consumo... é que há sempre festa da cerveja na noite anterior!! É a loucura!! Há muitos que nem vão a casa dormir... Mas percebe-se... Afinal é a última festa ( se tudo correr bem!! )