Era um dia como qualquer outro. Um pouco mais escuro, talvez.
Provavelmente seria do peso que na alma trazia… ou seria do tempo? Não, havia um peso.
Um peso morto. Um peso pesado. Um peso que o
arrastava para
os confins da memória, da parte mais escura do seu eu,
para um sítio que nem sabia
existir mas que nunca estava muito longe.
Sempre se sentira um pouco assombrado... algo se movia sob
a superfície,
quase como que debaixo da sua pele. Sentimento de perda? O que perdera
ele? Chegara
sequer a perder alguma coisa? Perdera, sem dúvida…
Bastava agora saber o quê. Remexeu as
memórias, procurando em vão.
Recuou aos meandros de si, e nada. Que vazio desconcertante
que o
preenchia demasiado, cheio de nada e vazio de tudo.
A contradição em si mesmo, a dualidade do ser,
o
desencontro na procura e o desencanto na descoberta (do nada).
Nada fazia mais sentido, nada…
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