Hoje aprendi muito sobre as pessoas. Mais do que queria até. E cheguei à conclusão que não tenho inteligência emocional nenhuma. Claramente sofro de algum tipo de hipermetropia da alma. Sou completamente desajeitada e desastrada. E recuso-me a ver aquilo que está mesmo à frente dos meus olhos. Dou demais de mim quando devia dar bem de menos. Não me salvaguardo e acabo sempre por dar o tralho da vida. Nunca sei ser menos do que realmente sou. Sou sempre a versão concentrada de mim própria. E não sei esperar e muito menos calcular. Logo, não consigo fazer jogos para levar alguém até ao destino que quero. Talvez seja por isso tão má a conseguir resultados. Mas não, não sei manipular as pessoas, ou dar-lhes a volta, ou fazê-las ver as coisas da minha perspectiva, por mais certa que esteja. Não consigo fazer com que o mundo se mova no sentido que quero e acabo por ser sempre eu aquela que acaba por nunca chegar. Portanto, hoje, desisto.
Aqui a minha mente percorre os seus caminhos tortuosos e materializa o mundo em que vive. Aqui nasço e vivo dentro de mim própria. Aqui sou eu e apenas eu, sem qualquer artificio ou algo no género que te faça gostar mais de mim. Aqui me tens, assim, tua.
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terça-feira, janeiro 12, 2016
Hoje.
Hoje aprendi muito sobre as pessoas. Mais do que queria até. E cheguei à conclusão que não tenho inteligência emocional nenhuma. Claramente sofro de algum tipo de hipermetropia da alma. Sou completamente desajeitada e desastrada. E recuso-me a ver aquilo que está mesmo à frente dos meus olhos. Dou demais de mim quando devia dar bem de menos. Não me salvaguardo e acabo sempre por dar o tralho da vida. Nunca sei ser menos do que realmente sou. Sou sempre a versão concentrada de mim própria. E não sei esperar e muito menos calcular. Logo, não consigo fazer jogos para levar alguém até ao destino que quero. Talvez seja por isso tão má a conseguir resultados. Mas não, não sei manipular as pessoas, ou dar-lhes a volta, ou fazê-las ver as coisas da minha perspectiva, por mais certa que esteja. Não consigo fazer com que o mundo se mova no sentido que quero e acabo por ser sempre eu aquela que acaba por nunca chegar. Portanto, hoje, desisto.

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