Levada pela curiosidade acerca dos alargadores de lábio, decidi "googlar". E descobri que esta prática remonta a uma tribo em África, os Mursi.
Aqui vos deixo o porquê desta prática:
Os Mursi
"O enigmático povo Mursi, um grupo étnico ainda muito primitivo, composto de 4 a 5 mil indivíduos, vive no sudoeste da Etiópia, região do rio Omo, habitada por uma notável quantidade de etnias que, não obstante a proximidade entre elas, conserva inalteradas as singulares características tribais.
Os Mursi dedicam-se ao pastoreio e à agricultura. Para se chegar a essa região, a principal via de acesso é esta: a travessia do rio Omo, o mesmo que presumivelmente foi testemunha de nossa origem. O homem moderno pertence ao gênero homo, que é um subgrupo da família dos hominídeos. A espécie que evoluiu para homo é provavelmente o gênero Australopithecus Afarensis, cujo exemplo mais famoso é “Lucy”, esqueleto de 3,2 milhões de anos, encontrado três décadas atrás e que reabriu uma série de novas interrogações sobre a evolução da espécie humana.
Dos estudos desse esqueleto, que se encontra atualmente no Museu Nacional de Addis Abeba, pode-se estabelecer que se trata de uma pessoa do sexo feminino e que presumivelmente teve morte provocada por mordida de crocodilo. De fato, o rio Omo conta com presença de grande número de tais répteis.
As mulheres Mursi são altas, exibindo perfeitas proporções corporais. Costume tribal, elas se submetem a uma prática extremamente dolorosa que é a perfuração do lábio inferior onde ostentam impressionantes pratos. Mas que motivo instiga ou leva essas mulheres a suportarem semelhante suplício?
As explicações são contrastantes e de certa forma confusas. A mais provável parece estar ligada à sua beleza. No entanto, parece realmente que em idos tempos a mulher Mursi era a preferida dos mercadores de escravos. Para encontrar um modo de salvar suas mulheres, os Mursi impuseram a perfuração do lábio, uma vez que assim deformadas perderiam o valor. Com o passar do tempo, os homens da tribo não só se habituaram com a deformação da companheira, como passaram a admirar o seu novo visual, a tal ponto de considerar o procedimento um indispensável fascínio feminino. Pode estar aí explicado o motivo pelo qual nenhuma mulher Mursi se opõe, ainda hoje, a tal prática.
Perfuração do lábio
A operação é efetuada no inicio da puberdade, geralmente em torno dos 9 a 10 anos de idade. O lábio inferior é furado com uma ponta metálica e nele é colocado um cilindro de madeira para impedir o fechamento do músculo durante o processo de cicatrização, que demora de 6 a 8 semanas. No curso dos meses seguintes, procura-se alargar, cada vez mais, o buraco, substituindo-se progressivamente o primeiro cilindro de madeira por outro de diâmetro maior, de tal forma que o lábio distende e estica para que se possa introduzir neste espaço o prato labial feito de argila que, depois de muitos anos, pode atingir 20 a 22 mm de diâmetro.
O outro aspecto devastador desta prática é a remoção dos dentes incisivos inferiores. A extração desses dentes é necessária por dois motivos: para favorecer o encaixe do prato, já que o espaço útil é aumentado no interior da cavidade bucal e, sobretudo, para evitar o contato dos dentes de cima com o corpo estranho -o prato- que além de ser desconfortável ainda provoca dor.
O resultado dessa agressão é que a ausência dos incisivos provoca nas mulheres graves problemas na fala, com relativa distorção da linguagem. Naturalmente fica comprometida também a função mastigatória, complicando de modo notável e dramático a execução das mais elementares atividades fisiológicas, como a função de comer e beber, ou seja, o ato de mastigar, deglutir e, finalmente, nutrir-se.
Prestígio e consideração dos pratos mais volumosos
Não obstante o surgimento destes graves problemas, as Mursi são extremamente orgulhosas dos seus pratos e se comparam numa silenciosa competição em ostentar os discos mais volumosos. É natural que, com o aumento do diâmetro do disco, diminui a possibilidade do cordão labial suportar o peso do prato que passa da posição horizontal para a vertical, balançando para baixo.
Mas até este inconveniente é o preço que se paga para se conquistar um posto elevado na hierarquia tribal, adquirindo-se prestígio e consideração entre os seus pares. Os homens Mursi, além disso, são irresistivelmente atraídos pela desmesurada dimensão de um lábio perfurado e por esse motivo as mulheres praticam todo o tipo de exercício possível para aumentar sua circunferência e atrair assim a atenção masculina.
Excepto as mulheres idosas, dificilmente se surpreende uma Mursi sem o prato labial, pois é considerado um gesto descortês e mal-educado apresentar-se em público com os “lábios vazios”, sobretudo diante de estranhos.
Assim, é surpreendente constatar dois fatos distintos: a capacidade de elasticidade e adaptação do músculo labial e a impressionante realidade que, em pleno século XXI, ainda existe, tomando a forma de hábitos e costumes primitivos. De fato, na África, ainda persistem grãozinhos de fantasia."
As fotos






não vamos falar de exageros....
ResponderEliminarOh... poque?
ResponderEliminarPorque nessas fotos tribais...eles supostos alargadores são um exagero...nunca mais ninguém afirme: "Que exagero...olha a orelha daquele puto!" Pq logo a seguir devemos mostrar-lhes estas fotos!
ResponderEliminarPois mas nestas tribos isto tem uma razão de ser, o que me choca mesmo é ver gajos brancos, que vivem em sociedade, a fazer este tipo de cenas...
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